Os cidadãos da União Europeia (UE) trabalham, em média, 36,1 horas por semana, segundo dados do Eurostat. No entanto, esta média oculta disparidades significativas entre os diferentes países e sectores de atividade, refletindo realidades laborais muito distintas.
Em países como a Grécia, Chipre e França, as longas horas de trabalho são mais comuns, com 11,6%, 10,4% e 10,1% da força laboral, respetivamente, a trabalhar 49 horas ou mais por semana — um indicador que o Eurostat considera “longas horas”, revela a ‘Euronews’. Por outro lado, nos Países Baixos, Áustria e Alemanha, registam-se as semanas de trabalho mais curtas, com médias de 32,2, 33,6 e 34 horas, respetivamente.
Em Portugal, os dados seguem a média europeia, mas com uma particularidade: setores como a agricultura, silvicultura e pesca lideram em horas trabalhadas, com 41,5 horas semanais, seguidos pela construção, com 38,9 horas. Estes setores ilustram a realidade de muitos trabalhadores portugueses, sobretudo em áreas rurais e industriais.
A análise revela ainda uma diferença significativa entre trabalhadores por conta própria e por conta de outrem. Na UE, quase 30% dos trabalhadores independentes acumulam semanas de 49 horas ou mais, em comparação com apenas 3,6% dos empregados.
Por outro lado, países fora da UE apresentam ainda maior carga horária. A Turquia lidera com a semana de trabalho mais longa (44,2 horas), seguida da Sérvia (41,7 horas) e da Bósnia-Herzegovina (41,4 horas).






