«Surpreendido e triste». Clooney reage aos rumores de trabalho infantil na Nespresso

Empresa diz que já lançou uma «investigação completa» nas suas plantações, na Guatemala e suspendeu todas as compras das plantações problemáticas.

Simone Silva

George Clooney revelou estar «surpreendido e triste» com a suposta descoberta de trabalho infantil em plantações da gigante de café Nespresso, marca que o actor representa há muito tempo, como embaixador, segundo o ‘The Guardian’.

O actor e director vencedor de um Óscar, que durante as férias escolares trabalhava na plantação de tabaco da sua própria família em Kentucky, prometeu que «o trabalho será feito» para melhorar as condições das crianças, depois da divulgação de um documentário do Channel 4 Dispatches, que filma crianças a transportar sacos de café, em seis plantações da Guatemala, que supostamente abastecem a Nespresso.

«Tendo crescido e trabalhado numa plantação de tabaco desde os 12 anos, estou ciente das questões complexas relacionadas com a agricultura e com o trabalho infantil”, disse Clooney num comunicado citado pelo ‘The Guardian’, acrescentando «claramente esta empresa ainda tem trabalho a fazer. E esse trabalho será feito», disse.

Em resposta, a empresa lançou uma «investigação completa» nas suas plantações, na Guatemala e suspendeu todas as compras das plantações problemáticas.

«A Nespresso tem tolerância zero ao trabalho infantil”, disse Guillaume Le Cunff, CEO da Nespresso, num comunicado citado pelo ‘The Guardian’, acrescentando ainda que «é inaceitável. Onde há alegações de que os nossos altos padrões não estão a ser cumpridos, agimos imediatamente», disse.

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A empresa não ficou por aqui, dizendo ainda: «vamos continuar a fazer tudo o que pudermos para acabar com o trabalho infantil. Não há espaço para ele, na nossa empresa.».

Apesar de inúmeras visitas de auditoria conduzidas por empresas e por terceiros às plantações de café da Nespresso na Costa Rica, Etiópia, Uganda e outros países fornecedores, apenas foram relatados dois casos de trabalho infantil em 2019, segundo a Nespresso. Cerca de 15 casos foram registados nos últimos quatro anos, embora nenhum deles estivesse na Guatemala, e cada um foi «efectivamente resolvido», afirma a Nespresso citada pelo ‘The Guardian’.

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