«Andamos há décadas a brincar aos aeroportos, a adiar decisões de investimento. Hoje, estamos a pagar caro pela falta de receitas» afirmou o ministro das Infraestruturas e da Habitação esta quarta-feira no Parlamento, na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.
Pedro Nuno Santos reafirmou que o Montijo é a melhor localização para o futuro aeroporto complementar de Lisboa e que o «bird strike» é um risco que existe em todos os aeroportos do mundo. Referiu ainda que «quem certifica o aeroporto é a ANAC».
O Governo recebeu uma declaração de impacto ambiental favorável emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente em Janeiro para a concretização do projecto do novo aeroporto do Montijo. No entanto, a declaração está condicionada ao cumprimento de 160 medidas de mitigação, que ascendem a cerca de 48 milhões de euros, às quais a ANA – Aeroportos de Portugal terá de dar cumprimento.
O governante disse que a falta de capacidade aeroportuária em Lisboa significa menos três mil slots entre os meses de Abril e Setembro. Resultado? «Mais de 450 mil passageiros não virão a Portugal este verão».
Pedro Nuno Santos referiu ainda que, se a TAP cancelar 1500 voos este Verão por falta de slots em Lisboa é porque «fez mal o seu trabalho». Dos três mil slots em falta na Portela, 1.500 são da companhia (na qual o Estado detém 50%), que já admitiu ter de vir a cancelar 1500 voos agendados para o período de Verão em Lisboa. «Se há risco de cancelarem slots é porque quando definiram o ano de 2020 puseram mais do que capacidade do que aquela que o país tem», insistiu.
*Notícia actualizada com mais informação às 14:54




