O conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, criticou a falta de transparência das autoridades chinesas na forma como têm lidado com o coronavírus, avança o jornal “The Guardian”.
«Estamos um pouco desapontados com a falta de transparência vinda dos chineses», disse Kudlow, acrescentando que o Presidente chinês Xi Jinping havia garantido ao líder norte-americano, Donald Trump, que Pequim aceitaria a ajuda dos Estados Unidos.
Estas declarações divergem das declarações, nesta quinta-feira, de Trump, que elogiou o seu homólogo chinês, Xi Jinping. O principal assessor económico do Presidente dos Estados Unidos lembrou que «o Presidente Xi assegurou ao Presidente Trump que a China estava a lidar com o assunto de uma forma aberta e que aceitaria a nossa ajuda». «Estamos mais do que disponíveis para trabalhar com as Nações Unidas e a Organização Mundial de Saúde nisto e eles [as autoridades chinesas] não nos deixam. Não sei quais são os seus motivos. Sei que aparentemente mais e mais pessoas sofrem por lá. O Politburo está verdadeiramente a ser honesto connosco?», questionou-se, referindo-se ao comité executivo do Partido Comunista da China.
O coronavírus, recorde-se, motivou ainda uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia nesta quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução. De acordo com a OMS, registou-se também nestes últimos dias uma mudança no padrão de mortalidade do coronavírus. Os últimos números apontam para mais 121 mortes. No total, na China, já morreram 1380 pessoas vítimas do Covid-19.
Neste momento, há também mais 5090 infecções, para um total de 55748 mil casos. Em parte, este aumento do número de infecções apontadas deve-se ao novo método de contagem chinês para a doença.
Os dados mais recentes do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês) indicam que foram registados 60.330 casos de Covid-19 em todo o mundo desde Dezembro, tendo-se registado 1.369 mortes. De acordo com o ECDC, existem, neste momento, 35 casos confirmados na União Europeia: 16 na Alemanha, 11 em França, nove no Reino Unido, três em Itália, dois em Espanha e um na Bélgica, na Finlândia e na Suécia.
O último balanço das autoridades chinesas dá conta de que seis profissionais de saúde morreram na China, vítimas do coronavírus. As mortes aconteceram uma semana depois do o médico que alertou as autoridades para o início do surto ter também perdido a vida por causa do vírus.




