O mercado de azeite tem vindo a crescer em Portugal nas últimas décadas. Se nos anos 1990 o consumo per capita deste produto se situava em 2,6 kg, em 2016 este número subiu para os 7,1 kg per capita, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística – INE. Um aumento que não será alheio à “redescoberta” do azeite como um produto natural, saudável e com inúmeros benefícios para a saúde.
Portugal é, tradicionalmente, um País com vocação exportadora no que diz respeito ao azeite. Entre os mercados de destino, o maior destaque vai para o brasileiro, que absorve cerca de 29% do total das exportações nacionais de azeite, fazendo com que este seja igualmente o produto português mais exportado para aquele país.
Segundo os dados mais recentes apresentados pelo Ministério da Agricultura, no espaço de uma década, o País passou do défice crónico da balança comercial para uma situação de superavit que atingiu os 150 milhões de euros, no sector do azeite.
Presente em 40 países, Gallo é uma das marcas que tem contribuído para o equilíbrio da balança comercial portuguesa, ou não fosse 70% do total da sua facturação proveniente de mercados internacionais. A marca portuguesa é líder no Brasil – o seu principal mercado – há mais de 15 anos, detendo actualmente uma quota de mercado de 35%. A cantar desde 1919, Gallo tem conseguido manter-se no top 5 das maiores marcas de azeite do mundo.
Já a Sovena reclama a liderança do mercado nacional com a marca Oliveira da Serra, que no final de 2017 registou uma quota de 24%. Com um volume de negócios que já ultrapassou a fasquia dos 1,5 mil milhões de euros, e mais de 10 mil hectares de olival, a empresa tem igualmente levado o azeite português a mais de 20 países, sendo que o mercado externo representa 75% das suas vendas, com Espanha à cabeça.
Por seu lado, na Herdade de Maria da Guarda, em Serpa, só se produz azeite para exportação (e sem marca). Falamos de nada menos que 2.100 toneladas de azeite. Hoje, com cerca de 750 hectares, todos plantados com aproximadamente 1,3 milhões de oliveiras em sebe, o projecto da família Cortez de Lobão arrancou com uns primeiros 60 hectares. A dimensão actual compara-a aos maiores players do sector em Portugal.
Conheça, nas próximas páginas, a história, o percurso e alguns planos futuros de três dos maiores produtores de azeite nacionais.













