Caso das gémeas: ex-secretária pessoal de Lacerda Sales é ouvida esta tarde à porta fechada

A audição não terá a presença da comunicação social, que só poderá assistir à audição via canal do Parlamento, segundo indicou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao caso das gémeas, Rui Paulo Sousa

Francisco Laranjeira
Setembro 20, 2024
6:30

A Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gémeas luso-brasileiras vai ouvir, esta tarde (a partir das 15 horas), no Parlamento, Carla Silva, secretária do antigo secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales.

A audição não terá a presença da comunicação social, que só poderá assistir à audição via canal do Parlamento, segundo indicou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao caso das gémeas, Rui Paulo Sousa.

Recorde-se que os partidos rejeitaram o pedido de Carla Silva para que a audição se realizasse à porta fechada mas chegaram a um consenso de modo a que a audição seja transmitida, embora sem nunca expor a imagem da ex-secretária: de acordo com a Inspeção Geral das Atividades em Saúde, terá sido quem contactou o Hospital de Santa Maria para marcar a consulta para as gémeas luso-brasileiras Maîte e Lorena.

“Só se vai ouvir a voz da dra. Carla Silva, que não será filmada”, indicou Rui Paulo Sousa, que salientou que desta forma a CPI vai ao encontro do pedido feito para que a “sua imagem fosse protegida” e não exposta.

Segundo o relatório da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS), conhecido em abril último, foi António Lacerda Sales (então secretário de Estado da Saúde) que pediu à então secretária pessoal, Carla Silva, que recolhesse os dados das gémeas luso-brasileiras, junto do filho do Presidente da República, facultando-lhe o número de telefone de Nuno Rebelo de Sousa para esse efeito.

Depois, e na sequência desse contacto, a funcionária remeteu os dados das duas crianças (nomes, data de nascimento, diagnóstico clínico e informação das datas de permanência dos pais em Portugal em dezembro) ao Hospital de Santa Maria, assinalou o relatório. A 20 de novembro, Carla Silva enviou então um email à diretora do Departamento de Pediatria daquela hospital “a solicitar ajuda para o agendamento de uma consulta e avaliação por neuropediatra”.

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