A chanceler alemã Angela Merkel rebateu ontem as críticas de que é «muito má», argumentando que, depois da intervenção do Fundo Monetário Internacional, quer Portugal, como a Irlanda ou a Grécia são hoje mais competitivos.
«Dizem que sou muito má por estabelecer condições difíceis, mas Portugal, Irlanda e a Grécia estão agora em posições mais competitivas», afirmou na quinta-feira, no Fórum Económico Mundial, que termina esta sexta-feira em Davos, na Suíça. E essa recuperação deve, na sua opinião às «duras» condições impostas, durante os resgates financeiros, e também à «vontade de ajudar» da Alemanha e dos países mais ricos do bloco comunitário.
A alemã apelou a uma maior cooperação a nível europeu, sugerindo, por exemplo, a criação de um sindicato bancário para que «a nossa moeda [euro] continue a crescer». Merkel não expressou, no entanto, a criação de um fundo de depósito europeu.
Afirmou ainda que é preciso «agir em conjunto» para lidar com as alterações climáticas, algo que não tem acontecido. «Infelizmente, nem todos estão connosco nesta luta, mas a maioria está», reafirmou, apelando ao «diálogo» entre aqueles que negam as mudanças do clima.
A chanceler sublinhou ainda que é preciso desanuviar as guerras comerciais para evitar que a desaceleração global avance. «Vivemos numa era de conflitos comerciais e vemos que quando eles ocorrem a economia abranda imediatamente.»








