Nunca houve tantas reclamações no setor dos transportes como em 2023: saiba as empresas que mais tiram os passageiros ‘do sério’

Face a 2022, houve um aumento de 7.074 reclamações, de acordo com dados da AMT, através do Relatório das reclamações no Ecossistema da Mobilidade e dos Transportes no segundo semestre de 2023

Revista de Imprensa
Junho 19, 2024
9:30

Nunca houve tanta reclamações nos transportes como em 2023, revela esta quarta-feira o jornal ‘Público’, que assinala que as queixas dos utentes dispararam: das 29.674 queixas sobre empresas reguladas pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), 11.520 foram sobre transportes rodoviários de passageiros, com 6.219 sobre transportes ferroviários de passageiros. São o novo máximo desde 2016, ano em que a AMT começou a apresentar estes números.

Face a 2022, houve um aumento de 7.074 reclamações, de acordo com dados da AMT, através do Relatório das reclamações no Ecossistema da Mobilidade e dos Transportes no segundo semestre de 2023, que surgem no somatório das queixas apresentadas nos livros de reclamação, tanto no formato físico como eletrónico, assim como em outros canais disponibilizados pela AMT.



Entre as empresas rodoviárias com maior número de queixas, há duas que se mantêm consistentemente no topo: a Rede Nacional de Expressos e a Carris: a empresa do Grupo Barraqueiro recebeu 1.558 reclamações – com apenas duas pessoas a assinar o livro de elogios. Em segundo lugar está a Carris Metropolitana, gerida pela Transportes Metropolitanos de Lisboa, com 1.444 queixas.

O cancelamento do serviço (3.232) é, de longe, o principal motivo de queixa nos transportes rodoviários de passageiros. Segue-se o incumprimento do horário (1.742), críticas a conduta de funcionário (1.229) e problemas com o título de transporte (789).

Na ferrovia também se bateram novos recordes de queixas: no serviço de passageiros, que é prestado pela CP e pela Fertagus, houve 6.219 reclamações em 2023, contra 4.353 em 2022 e 5.244 em 2019. Aqui, a maior fatia das queixas vai para a CP, que só em 2023 recebeu 5.885 protestos escritos.

Os “pedidos de reembolso” são o principal motivo para as queixas (971), seguido de perto pelo incumprimento de horários (914), o cancelamento de serviço (530) e problemas com títulos de transporte (527).

Nos sistemas de metro, é o de Lisboa que concentra grande parte das queixas (2.070), contra 149 no Porto e 141 no Sul do Tejo.

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