Gestores acreditam que fraudes estão a aumentar em Portugal

A quase totalidade dos inquiridos (95%), atribuiu a responsabilidade destes crimes a episódios de tráfico de influências, corrupção, suborno ou desvio de fundos por quadros médios e superiores.

Revista de Imprensa

Num inquérito realizado pela Deloitte em 2019, a que o “Público” teve acesso, a maioria dos gestores inquiridos (mais de 80%) de um conjunto de 157 empresas nacionais considera que «o número de ocorrências de episódios fraudulentos» no mundo empresarial manteve-se «inalterado» ou «aumentou», sobretudo nos serviços financeiros

Para 47%, o número de ocorrências de episódios fraudulentos nas organizações «aumentou» nos últimos quatro anos, enquanto 35% acredita que se manteve «inalterado». E só 31% está optimista quanto à evolução favorável deste indicador no futuro.

Ao mesmo tempo, a quase totalidade dos inquiridos (95%), atribuiu a responsabilidade destes crimes a episódios de tráfico de influências, corrupção, suborno ou desvio de fundos por quadros médios e superiores, segundo o relatório “Deloitte Fraud Survey”.

O “Público” adianta ainda que praticamente metade dos participantes teve ocasião de «testemunhar» recentemente em situações com implicações na reputação da empresa, na perda de negócio ou quebra nos lucros. 45% dos gestores dos serviços financeiros admitiu conhecer empresas envolvidas em casos de burlas.

Em declarações ao jornal, a sócia da Deloitte Portugal Vera Pita, uma das autores do estudo, sublinhou que a investigação teve um duplo objectivo: «por um lado permite às organizações e inquiridos fazer uma reflexão sobre algumas das dimensões da fraude, a sua caracterização e evolução, e por outro, com a apresentação dos resultados, pretende ajudar as empresas a entender e conhecer as áreas em que é necessário desenvolver um trabalho mais profundo no sentido de mitigar as situações de fraude».

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Este estudo foi desenvolvido entre 7 e 29 de Maio de 2019, com consultas ao mais alto nível, junto de CFO (os administradores com o pelouro financeiro), de directores financeiros e de directores das áreas de compliance, de risco e de controlo de grandes, médias e pequenas empresas com actividade em Portugal.

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