Há candidatos do processo de recrutamento centralizado do Estado que têm duas provas de conhecimento marcadas para o mesmo dia, à mesma hora e em locais diferentes. Mas ao falharem um dos testes, acabariam excluídos desta bolsa de emprego em que o Estado pretende ir recrutar mil técnicos superiores, com um salário bruto de entrada de 1201,48 euros.
Um dos casos, a que o “Correio da Manhã” (CM) teve acesso, dá conta de que a candidata teria de se apresentar no dia 18 de Janeiro, pelas 10:30, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa para realizar a prova geral de conhecimento. Só que tem no mesmo dia e hora uma prova de área específica na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Contactado pelo “CM”, o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, liderado por Alexandra Leitão, admitiu que as convocatórias continham lapsos, que foram entretanto corrigidos durante a madrugada desta segunda-feira. «Tendo-se detectado de imediato o lapso em alguns casos, será enviada esta segunda-feira a rectificação da convocatória. Este lapso não tem qualquer impacto no desenvolvimento do procedimento do recrutamento centralizado e no calendário previamente definido.»
Dos 18 245 candidatos que se inscreveram no recrutamento centralizado para uma vaga na administração pública, apenas 16 mil candidatos vão fazer a prova de conhecimento geral a 18 de Janeiro. Mas só três mil pessoas passam à fase seguinte, a prova de aptidão psicológica.
Mesmo passando a todas as fases, não há garantia de emprego no Estado. Assim, estes técnicos superiores ficam numa bolsa de emprego, a que o Estado recorrerá de acordo com as necessidades dos serviços.














