Greta Thunberg e outros jovens activistas exigem que os líderes mundiais ponham fim à «loucura» dos investimentos em explorações de combustíveis fósseis e cortes nos subsídios ao uso de carvão, petróleo e gás, avança o “The Guardian”.
«Seria uma traição contra a própria vida» prolongar o uso dos combustíveis fósseis, defendem 21 activistas pelo clima, sublinhando que «os negócios estão a tornar-se um crime contra a humanidade». «Exigimos que faça a sua parte para pôr fim a esta loucura», reforçaram, dirigindo-se aos líderes que irão participar Fórum Económico Mundial de Davos, que decorre entre 21 e 24 de Janeiro, na Suíça.
Os últimos dados estatísticos revelam que bancos globais injectaram, em empresas de combustíveis fósseis, o valor de 700 biliões de dólares desde a adopção do Acordo de Paris em finais de 2015.
Os subsídios também permanecem elevados, apesar do G20, o grupo de grandes países desenvolvidos e emergentes, ter prometido eliminá-los, em 2009. Na última análise do Fundo Monetário Internacional, dava-se conta de que diferentes países subsidiam em cerca de 5,2 biliões de dólares os combustíveis tradicionais. China lidera, seguida dos Estados Unidos, Rússia e Europa.
Mark Carney, que até Março estará em funções como governador do Banco de Inglaterra, admitiu recentemente que o sector financeiro já começou a cortar os investimentos em combustíveis fósseis, mas que o ritmo ainda é lento. Salientou ainda que os activos das empresas podem perder valor se continuarem a investir em energias poluentes, além do impacto económico das catástrofes climáticas.














