Aldeias aborígenes australianas têm sido invadidas por camelos em busca de água, colocando em risco as reservas deste bem precioso para as populações. De acordo com relatos de locais, os animais provocam estragos nas infra-estruturas ao tentarem beber água de torneiras e tanques, por exemplo.
Como consequência, os líderes das tribos afectadas decidiram solicitar o abate de mais de 10 mil destes animais. Segundo adianta o jornal The Australian, foram contratados atiradores profissionais para abater os camelos a partir de helicópteros.
O objectivo é prevenir que os animais bebam a água tão necessária para fazer frente à seca vivida no Sul do país – mais concretamente, no território de Anangu Pitjantjatjara Yankunytjatjara (APY). «Temos estado presos em condições muito quentes e desconfortáveis, sentindo-nos mal, porque os camelos chegam e derrubam cercas, entram nas casas e tentam conseguir água através do ar condicionado», comenta Marita Baker, membro da Administração da APY, em declarações ao mesmo jornal.
Citado pelo Independent, o The Australian indica ainda que existe outra razão para o abate de mais de 10 mil camelos: existem preocupações relativamente às emissões de gases com efeito de estufa provocadas por estes animais, uma vez que os camelos emitem quantidades de metano equivalentes a uma tonelada de dióxido de carbono por ano.
No total, a Austrália contará com cerca de 1,2 milhões de camelos espalhados pelo país. A operação no sentido de controlar o crescimento populacional da espécie deverá demorar cerca de cinco dias. Caso o abate não avançasse, estima-se que o número de camelos duplicaria a cada oito a 10 anos.














