Por dia, são agredidos, em média, quatro profissionais de saúde em contexto de trabalho, avança o “Diário de Notícias” (DN). Nos primeiros nove meses do ano, foram agredidos 995 médicos, enfermeiros, assistentes operacionais, um número superior ao total de casos registados em 2018, segundo os dados mais recentes, divulgados pelo Ministério da Saúde.
Ordens e sindicatos pedem uma estratégia de combate à violência e o governo promete apresentar medidas ainda neste mês. Marta Temido, ministra da Saúde, e Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, reúnem nesta terça-feira para «analisar os episódios recentes e estudar novas medidas para garantir a melhoria da segurança de todos os profissionais que trabalham nas unidades de saúde».
«Os casos de violência contra os profissionais de saúde no local de trabalho são sempre actos condenáveis e motivo de grande preocupação», refere a tutela, num comunicado conjunto com o Ministério da Administração Interna, citado pelo “DN”.
A Ordem dos Médicos (OM), por sua vez, manifesta-se solidária e considera «crítico e urgente que exista uma intervenção mais assertiva das autoridades judiciais nestes casos». É necessário que «o Ministério da Saúde tenha uma intervenção imediata, com medidas e políticas concretas que permitam prevenir este tipo de situações e devolver aos profissionais e aos utentes um SNS em que o respeito, a confiança, a segurança e a qualidade imperem em todas as suas vertentes», reafirma em comunicado.
Recorde-se que, em entrevista ao “DN”/”TSF” no final da semana passada, quando foram denunciadas mais duas agressões a médicos, a responsável pela pasta da Saúde anunciou uma estratégia de combate à violência até ao final de Janeiro. «As nossas instituições do Serviço Nacional de Saúde têm de ser seguras, em primeiro lugar», reafirmou.













