PSD e CDS apadrinharam há quatro anos a candidatura de Marcelo Rebelo de sousa, mas agora parece não haver predisposição para uma renovação incondicional desse apoio. É isso que reflectem as posições de alguns dos candidatos à liderança dos dois partidos, avança hoje o jornal ´Público’, que foi consultar as moções de estratégia global dos vários responsáveis políticos.
Do lado do PSD, Miguel Pinto Luz assumirá o apoio a uma eventual recandidatura, mas com condições, ou seja, “no pressuposto de que o Presidente da República, no cumprimento dos seus poderes e obrigações constitucionais, seja uma força de moderação na vida política nacional e dê um contributo decisivo para retirar o país do impasse”.
Já Luís Montenegro declara o seu “convicto e incondicional apoio” a uma eventual recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e deixa, na sua moção, elogios ao Presidente, reconhecendo-lhe “espírito de missão”, “atitude congregadora e solidária” e a “acção exemplarmente independente”.
Só Rui Rio optou por omitir a questão, por considerar que cabe primeiro ao actual Presidente pronunciar-se sobre se será candidato a um novo mandato.
É no CDS que é visível o maior arrefecimento relativamente a Marcelo Rebelo de Sousa. O mais crítico é Nuno Melo. Na sua moção de estratégia global, o eurodeputado dá como “provável” a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, mas admite que o partido dê apoio a outra figura. “Não deve estar excluída, bem pelo contrário, o apoio a uma outra candidatura”, lê-se no texto subscrito também por Telmo Correia, deputado e presidente do conselho nacional.
Filipe Lobo d’Ávila defende que “o CDS deve manter as suas opções em aberto: apoiar um qualquer candidato, não apoiar nenhum candidato ou inclusivamente promover uma candidatura que possa eventualmente surgir do seu espaço político, dependendo o apoio do partido, em qualquer circunstância, de um processo aberto e transparente de audição dos órgãos próprios do partido”.
Já para João Almeida, que foi porta-voz do CDS, o primeiro passo é “avaliar o actual mandato” de Marcelo. “O CDS-PP ponderará os pressupostos do apoio dado há quatro anos, avaliando o exercício do mandato com essa base”, lê-se na sua moção.













