Registados 900 casos de violência na saúde em nove meses. Tantos como em 2018

Até Setembro do ano passado registaram-se 900 casos de violência contra profissionais de saúde, tanto como em todo o 2018, segundo o último balanço apresentado pela ministra da Saúde, Marta Temido.

Executive Digest

Até Setembro do ano passado registaram-se 900 casos de violência contra profissionais de saúde, tanto como em todo o 2018, segundo o último balanço apresentado pela ministra da Saúde, Marta Temido, à “TSF” e ao “Diário de Notícias” (DN).

A ministra adianta que a maioria deles são de violência verbal contra médicos, enfermeiros e outros profissionais. Confirma ainda que «o principal grupo visado é o dos enfermeiros». 

Os números mostram também uma tendência de subida nos últimos anos. Em 2017, segundo a governante, foram cerca de 600 situações.

Quanto às críticas de alguns profissionais de saúde, a governante garante ter uma «preocupação constante de estar perto dos profissionais de saúde» e subscreve o apelo da Ordem dos Médicos, que, esta semana, recomendou aos seus membros que se recusem a trabalhar, sempre que considerem que não estão reunidas condições de segurança.

A ministra da tutela afirma ainda que «as nossas instituições do Serviço Nacional de Saúde têm de ser seguras em primeiro lugar» e assegura estar a «trabalhar no sentido de ter uma estratégia para este tema até ao final do mês de Janeiro». Mas, antes de essa estratégia estar concluída, entende que deve haver uma grande «campanha de informação que os hospitais já estão a desenvolver» que envolva os profissionais de saúde e os utentes «sobre aquilo que implicam as suas condutas».

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Marta Temido sublinhou que  é preciso combater «o estigma que sabemos que ainda está associado a estas situações de quem é violentado» e apoiar «o sofrimento emocional e psicológico dos profissionais que se encontram nestas situações e apoiando eventuais medidas de reacção que seguem os trâmites normais».

Os três casos de agressões a médicos em menos de uma semana aumentaram a preocupação com o aumento das queixas de violência contra profissionais de saúde. Segundo o “DN”, pedem medidas concretas, quer de prevenção como de punição: mais seguranças, câmaras de vigilância em espaços comuns e apoio psicológico.

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