O Governo de Donald Trump anunciou que os cigarros electrónicos com sabores, à excepção dos de menta e de mentol, vão ser retirados do mercado, a partir de Fevereiro. Em causa estão os receios face aos efeitos desta alternativa face ao tabaco tradicional, segundo o “Le Monde”.
A referência, em específico, aos cigarros electrónicos com sabores, informou Alex Azar, secretário de Estado da Saúde e Serviços Humanos, tem a ver com o número crescente de jovens norte-americanos que utilizam estes cigarros. Trata-se «de uma política inteligente e direccionada, que protege as crianças sem criar perturbações desnecessárias», considera.
Em Novembro, recorde-se, o Congresso americano aprovou uma lei que aumentou de 18 para 21 anos a idade mínima para comprar tabaco e cigarros electrónicos. A medida entrará em vigor a partir de Setembro deste ano. Nos últimos anos, o número de jovens consumidores de cigarros electrónicos tem aumentado. Em 2019, 27,5% dos alunos do ensino secundário dos Estados Unidos consumiam cigarros electrónicos, face aos 20,8% registados no ano anterior.
Assim, segundo o jornal francês, os consumidores que pretendam adquirir estes produtos vão ter de requerer uma autorização especial da Agência Nacional de Medicamentos e Alimentos (FDA, na sigla em inglês). Já do lado das empresas, as que não pararem a produção, distribuição e venda destes produtos dentro de 30 dias estão sujeito a coimas e outras sanções.
Em Setembro do ano passado, recorde-se que a Administração norte-americana anunciou que iria banir do mercado os cigarros electrónicos com sabor, incluindo os de menta e de mentol, no sentido de combater uma alegada doença pulmonar que vitimou centenas de pessoas e matou, pelo menos, seis. Porém, Trump voltou atrás depois de sofrer pressões da indústria tabaqueira. «Precisamos de proteger as nossas famílias. Ao mesmo tempo, é uma grande indústria e queremos protegê-la», disse.







