Usa o WhatsApp? Prepare-se para a maior mudança da história, e cuidado porque a segurança não está garantida

Entrou em vigor no passado dia 7 de março a tão esperada Lei do Mercado Digital (LMD), uma regulamentação que promete remodelar o cenário digital não apenas na Europa, mas também à escala global. Esta medida visa restringir e regular a atividade das grandes empresas de tecnologia, impedindo assim o abuso da sua posição dominante em relação a concorrentes e clientes.

Executive Digest

Entrou em vigor no passado dia 7 de março a tão esperada Lei do Mercado Digital (LMD), uma regulamentação que promete remodelar o cenário digital não apenas na Europa, mas também à escala global. Esta medida visa restringir e regular a atividade das grandes empresas de tecnologia, impedindo assim o abuso da sua posição dominante em relação a concorrentes e clientes.

Entre os principais afetados por essa nova legislação estão os gigantes tecnológicos, conhecidos como Big Tech, tais como Google, Meta, Apple e Amazon. Estas empresas serão agora obrigadas a agir como “guardiãs”, facilitando a interoperabilidade com aplicações e serviços de menor dimensão e expressão, e também menos populares.

Uma das principais mudanças é a necessidade do WhatsApp abrir a sua plataforma para interoperabilidade com outras aplicações de mensagens. Isso significa que, teoricamente, os utilizadores poderão trocar mensagens entre diferentes plataformas, como WhatsApp, Telegram e Signal.

Apesar do impacto positivo que essa medida pode ter para a liberdade de escolha dos utilizadores e para a competitividade do mercado, a Meta, empresa-mãe do WhatsApp e do Facebook, expressou preocupações em relação à segurança cibernética.

Dick Brouwer, diretor de engenharia do WhatsApp, alertou que esta mudança pode tornar a plataforma mais vulnerável a ameaças cibernéticas, já que eles não terão o controlo total sobre o processo de troca de mensagens entre diferentes aplicações.

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Embora a LMD tenha entrado em vigor, a Meta terá um período de três meses para implementar a interoperabilidade, com previsão de início em 11 de abril. Além disso, a decisão de participar da troca aberta de mensagens com terceiros caberá a cada utilizador, podendo estes optar por rejeitar a interoperabilidade caso desejem.

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