O Grupo Sousacamp estava há dois anos em processo de insolvência e parecia não conseguir salvar o negócio. No entanto, aquele que é considerado o maior produtor nacional de congumelos encontrou no Novo Banco parte da ajuda de que precisava: o Jornal de Negócios avança que esta instituição bancária perdoou 24 milhões de euros ao grupo.
A mesma publicação explica que o Grupo Sousacamp estava já há dois anos a lidar com a insolvência e que os planos de recuperação apresentados pela administração eram sucessivamente chumbados pelos credores. Falhou até a tentativa de venda a investidores estrangeiros.
Depois de todos estes contratempos, o grupo foi comprado por um fundo gerido pela capital de risco Core Capital, que resultou no perdão de cerca de três quartos da dívida de 60 milhões de euros. Além do Novo Banco, também o Caixa Agrícola Mútuo perdoou 11 milhões dos 15,9 milhões de euros que lhe eram devidos. No total, a banca perdoou cerca de 70% dos créditos totais.
O Jornal de Negócios adianta ainda que os credores comuns foram obrigados a perdoar praticamente todos os créditos sobre a Varandas de Sousa, braço industrial do grupo. Galp (203 mil euros), EDP (42 mil euros), Euroguano (270 mil euros), Saica Pack (262 mil euros) e Caterpillar (162 mil euros) estão entre as empresas que tiveram de dizer adeus ao que lhes era devido.
Por outro lado, os créditos do Fisco e da Segurança Social foram liquidados na totalidade, restando apenas a dívida de 4,4 milhões de euros ao Instituto do Financiamento da Agricultura e Pescas. O administrador de insolvência do Grupo Sousacamp e da Varandas de Sousa considera que esta solução leva em consideração os interesses dos credores e que «apesar de duro, o plano de recuperação aprovado tem como único propósito a continuidade deste ‘player’ e a preservação do emprego».
O grupo conta, actualmente, com três unidades industriais em Benlhevai (Vila Flor), Vila Real e Paredes e emprega cerca de 450 pessoas. Antes do processo de insolvência, detinha cinco fábricas em Portugal e duas em Espanha e a facturação chegava aos 50 milhões de euros. Os problemas terão começado em 2014, com a falência do BES, que financiava a construção de uma nova unidade de produção.










