Navios hotel no Douro aumentam em 20% a procura. Maioria são estrangeiros

Depois da pandemia, a Via Navegável do Douro (VND), que tem uma extensão de quase 210 quilómetros, tem assinalado um crescimento constante, com a procura a aumentar de ano para ano nos navios que sobem e descem a par das encostas.

André Manuel Mendes

Depois da pandemia, a Via Navegável do Douro (VND), que tem uma extensão de quase 210 quilómetros, tem assinalado um crescimento constante, com a procura a aumentar de ano para ano nos navios que sobem e descem a par das encostas.

No que diz respeito aos movimentos de navios de passageiros, o ano de 2023 registou aumentos comparativamente a 2022, nas diferentes tipologias.



No registado em navios hotel, com passageiros maioritariamente estrangeiros, o aumento foi de quase 20% num total próximo de 107.000 mil passageiros, e nos designados cruzeiros de um dia, que efetuam operações nas eclusas de navegação, o aumento foi menor (mais de 3%), com um movimento de cerca de 170.000 mil passageiros, revela a APDL.

Relativamente às escalas de navegação que se efetuaram numa mesma albufeira ou no estuário, o aumento foi de cerca de 11%, com um movimento de 958.438 passageiros. “Neste caso, a atividade já deixou de se centrar apenas no estuário e nas grandes áreas urbanas do Porto/Gaia, e outros locais já perspetivam dinâmicas muito interessantes para com o território do interior”. Zonas como a Entre-os-Rios, Bitetos, Escamarão, Pala, Porto Antigo, Caldas de Arêgos, Régua, Folgosa, Foz do Távora, Ferrão, Sabrosa, Pinhão, São Xisto, Foz do Sabor, Pocinho e Barca D’Alva, detêm já vários operadores fluviais a operar nas respetivas áreas, explicam.

No total, o movimento de mais de 1,2 milhões passageiros ainda igualou o ano de 2019, embora, no que concerne ao número de escalas de navegação, 2023 registou 25.000 escalas e respetivos movimentos, operações e serviços. Estes valores estão sempre associados a uma atividade ao longo da VND dos diferentes operadores marítimos turísticos do Douro.

Os dados de 2023 mostram que o Douro ainda não é visto como uma via privilegiada de transporte de mercadorias, tendo registado um decréscimo de 25% face a 2022, com um total de mais de 9.000 toneladas, com escalas de 10 navios com navegação flúvio-marítima, com destino ao Norte da Europa.

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