O governo holandês propôs proibir que empresas de países que não pertençam à União Europeia possam adquirir companhias da comunidade com recurso a práticas que violam as regras da concorrência. Margrethe Vestager, comissária europeia para a Concorrência, está a analisar a proposta, que aponta especialmente à China.
Segundo avança o jornal El Economista, o objectivo é impedir práticas como o financiamento estatal quase ilimitado: existem tecnológicas chinesas que apresentam propostas de aquisição de empresas europeias mais vantajosas do que as concorrentes locais por serem financiadas por Pequim.
O financiamento público estará a provocar uma “hiperinflacção dos preços das empresas”, indica o mesmo jornal espanhol. Algo que viola as normas do mercado, uma vez que impede as organizações da União Europeia de tentar consolidar os seus negócios no próprio continente, especialmente num sector estratégico como o tecnológico.
A mesma publicação sublinha que o crescimento da economia chinesa tem transformado este país num concorrente de peso para a União Europeia. Esta ascensão representa um risco para a economia mundial, nomeadamente no que concerne uma possível recessão.
Não existe, porém, um resultado óbvio para a análise da proposta holandesa. Ainda recentemente, a Comissão Europeia proibiu a fusão da Alstom e da Siemens, negócio que poderia ajudar a evitar que empresas de fora da comunidade ganhassem influência no sector dos comboios.
Caso a proposta avance, os governos europeus passarão a ter poderes no sentido de investigar a origem do dinheiro utilizado para comprar companhias dentro da União Europeia.













