Está em marcha e a ganhar forma de dia para dia o ambicioso plano do Breakthrough Starshot Project de colocar a humanidade a ver como será sistema solar diferente do nosso, em Proxima Centauri, num futuro muito próximo. Segundo o mais recente estudo do projeto fundado por Mark Zuckerberg, Stephen Hawking e Yuri Milner, deu-se um importante passo em frente, com o estabelecimento das prioridades e lacunas a preencher.
O objetivo é estudar exoplanetas (planeas gigantes no exterior do nosso sistema solar), a 4,25 anos luz de distância, enviando para o efeito um enxame de pequenas naves e sondas espaciais. O novo estudo identificou seis áreas-chave que terão de ser aprofundadas para garantir a ambiciosa missão, que quer colocar a humanidade a ‘visitar’ o planeta Proxima b já daqui a 9 anos: a formação e manutenção do enxame de naves, metrologia de relógio avançada para a coerência operacional das naves, navegação interestelar precisa, desenvolvimento de tecnologias de comunicação , processamento avançado de dados, redundância de sondas para garantir a integridade da missão e, capacidade real de fazer observações científicas significativas de Proxima Centauri b (num grau que atualmente hoje não é possível) .
É preciso, por exemplo, calcular com absoluta precisão onde estará o planeta quando as naves chegarem ao seu destino daqui a cerca de 9 anos, sendo que a margem de erro é de 10 mil quilómetros, e é necessário grande conhecimento sobre a órbita da estrela e do planeta.
Outros desafios a ultrapassar são os tecnológicos. Centenas de sondas espaciais com apenas um grama de peso serão enviadas em enxame, viajar a 20% da velocidade da luz e em perfeita sincronização para obter as informações que permitem estudar Proxima b a fundo.
Ter-se-á de calcular o ‘Time on Target’ que garante que todas as sondas atingem o mesmo alvo ao mesmo tempo, tendo em conta as diferentes velocidades e trajetórias.
A chamada ‘Velocidade alvo’ é outro dos problemas, já que a velocidade de cada uma das sondas do enxame terá de ser regulada e adaptada, para que se mantivesse à chegada o ritmo da partida, adaptado ás necessidades de cumprir o objetivo de atingir Proxima b.
A propulsão será outra chave no processo: as mini-naves terão pequenos motores biónicos, ligados a baterias betavoltaicas, que são sugeridas como fontes de energia.
esta tecnologia é vista como solução para missões prolongadas, permitindo fornecer energia estável e duradoura. Serão semelhantes à do Voyager ou do rover Curiosity, mas mais pequenas e leves.
O problema da comunicação
E, finalmente, um dos aspetos que preocupa os investigadores no sucesso desta missão é a comunicação, aliás o objeto principal do último estudo do projeto.
Não serve de nada enviar sondas para um planeta muito distante se depois não temos dorma de receber imagens e dados. O plano apresentado propõe que seja utilizadas tecnologias avançadas de comunicação ótica, mas serao necessários avanços na miniaturização de equipamentos e peças, bem como na sua eficiência energética.
Segundo defendem os especialista, as sondas terão de ser equipadas com transmissores laser e sistemas de receção sensíveis, que permitem enviar dados em enormes distâncias interestelares.
Será um sistema de comunicação distribuída entre todas as sondas, que permitirá não só comunicarem entre si, mas também receber comandos e atualizações a partir da Terra.
Sem resolver este problema, não haverá missão, apontam os cientistas.
Este não é o único projeto na corrida à Proxima b. A equipa de Marshall Eubanks também recebeu financiamento da NASA para executar um plano semelhante de levar um enxame de milhares de sondas espaciais ao sistema solar Proxima Centauri.
“As sondas interestelares em escala gramatical impulsionadas pela luz laser serão provavelmente a única tecnologia capaz de alcançar outra estrela neste século”, explica o responsável pelo projeto.














