A entrada em bolsa de empresas como Uber, Pinterest, Beyond Meat ou Lyft deu que falar ao longo deste ano, mas não foram as únicas grandes operações. A Inc. lembra que também ao nível das aquisições se verificaram negócios de relevo: só na primeira metade de 2019, o valor das aquisições a nível mundial ascendeu a dois milhões de milhões de dólares (cerca de 1,8 milhões de milhões de euros).
Apesar de se tratar de uma quebra em relação aos 2,5 milhões de milhões de dólares registados no período homólogo do ano passado, o primeiro semestre de 2019 ocupa o terceiro lugar da lista dos anos mais activos desde 1980. E os próximos 12 meses prometem seguir a mesma linha: 79% dos inquiridos num estudo da Deloitte espera fechar mais negócios em 2020, mais 9% do que na edição do ano passado do mesmo relatório.
Segundo a Inc., estas são as nove aquisições mais relevantes do ano que agora termina, listadas pela ordem em que foram anunciadas:
1 – Hellman & Friedman compra Ultimate Software
O negócio de 11 mil milhões de dólares (9,9 mil milhões de euros) deverá permitir à tecnológica norte-americana reinvestir nos seus produtos e serviços e, em simultâneo, recompensar os colaboradores;
2 – Facebook compra Visual Shopping App
Apesar de não ter sido revelado o valor da operação, esta será uma das aquisições mais importantes do ano, uma vez que deverá ajudar o Facebook a oferecer uma nova experiência de compra assente em Realidade Aumentada;
3 – Amazon compra Mesh Router Company
Depois de entrar em casa dos consumidores através de colunas inteligentes, a Amazon espera invadir também os routers. O negócio terá chegado aos 97 milhões de dólares (87,5 milhões de euros), mas o valor não foi confirmado;
4 – Edgewell compra Harry
A marca de produtos de beleza para homem foi comprada por 1,37 mil milhões de dólares (1,24 mil milhões de euros). Nascida no seio de uma startup, a insígnia faz parte de uma onda recente de transacções ligadas ao mundo masculino – sinal de uma tendência?;
5 – Twitter compra Fabula AI
Ciente do seu problema com notícias falsas, o Twitter decidiu comprar a empresa britânica Fabula AI. Dedicada ao desenvolvimento de software, cria soluções que ajudam precisamente a detectar conteúdos errados ou enganadores. O valor não foi revelado;
6 – Alphabet compra Looker
A dona da Google pagou 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) pela Looker, uma startup especializada em analytics que promete ajudar as empresas a compreender melhor os seus clientes, funcionários e rivais. O objectivo da Alphabet é alavancar a sua oferta de Google Cloud, competindo com Amazon e Microsoft;
7 – Salesforce compra Tableau
Também interessada no mundo da análise de dados, a Salesforce comprou a Tableau. A transacção realizou-se com base em acções avaliadas em 15,7 mil milhões de dólares (14,2 mil milhões de euros);
8 – Grove Collaborative compra Sustain Natural
Depois de ter somado receitas de 104 milhões de dólares (93,8 milhões de euros) a vender artigos sustentáveis e de design, a Grove Collaborative considerou que estava na altura de chamar reforços. Pediu conselhos à fundadora da Sustain Natural e acabou por comprar a empresa dedicada a saúde sexual. O valor não foi revelado;
9 – Facebook compra CRTL-Labs´
Levar a Realidade Aumentada para a experiência de compra não é suficiente para o Facebook. A empresa liderada por Mark Zuckerberg resolveu também comprar uma starup dedicada a redes neuronais: a CRTL-Labs desenvolve produtos como pulseiras inteligentes que transmitem sinais do cérebro para o computador.














