As tréguas de quatro dias acordadas pelo Hamas com Israel em troca da libertação de 50 reféns entrarão em vigor esta sexta-feira às 7h00 locais (5h00 de Lisboa), depois de um ‘adiamento’, já que estava previsto o seu início para esta quinta-feira. O anúncio foi feito hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar.
Um porta-voz do governo do Qatar, Majed Al-Ansari, deu a notícia e explicou que, no âmbito do acordo mediado por aquele país com o Hamas, vão ser libertados 13 reféns israelitas capturados pelo grupo terrorista nos ataques lançados a 7 de outubro contra Israel. A libertação está agendada para as 16h00 locais, 14h00 de Lisboa.
Este será o primeiro de quatro grupos de reféns israelitas capturados pelo Hamas que, progressivamente, irão sendo libertados, nos quatro dias que dura a trégua.
Questionado sobre as nacionalidades dos reféns em causa, o responsável sublinhou que o foco prioritário “foi em retirar mulheres e crianças de perigo”.
Al-Ansari confirmou que Doha já recebeu a lista dos reféns que irão ser libertados e abriu porta a que exista uma “expansão da pausa através da fórmula da libertação de reféns”.
O objetivo, afirma, é que este ‘cessar-fogo temporário’ acabe por se traduzir “numa trégua duradoura”.
Israel anunciou pouco depois já ter recebido a lista dos reféns que, nesta fase inicial, vão ser retirados, com o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a confirmar que se “estão a verificar os detalhes da lista” e a “entrar em contacto com todas as famílias”.
As Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço armado do Hamas, da mesma forma, também confirmaram as tréguas temporárias para esta sexta-feira de manhã, durante quatro dias.
“Em quatro dias, 50 reféns serão libertados”, indicou a organização, citada pelo The Times of Israel.













