O Chega retirou o seu programa eleitoral do site do partido numa altura em que prepara, em matéria de Estado Social, «uma clarificação em sentido inverso» do «actual espírito» do documento, avançou ao “Diário de Notícias” (DN) o próprio fundador, líder e deputado único do partido, André Ventura.
A informação de Ventura surgiu depois de o “DN” o ter questionado sobre o facto de o partido ter retirado do seu site o programa que levou a votos em às legislativas de Outubro – documento de 52 páginas intitulado «Programa Político Chega 2019». Tratam-se de «razões técnicas», esclareceu. Actualmente, está disponível a síntese do programa «70 medidas para reerguer Portugal».
É preciso «clarificar o programa», disse ainda, para que «não haja dúvida de que o Chega e o presidente do Chega estarão sempre ao lado e na defesa do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública». «Reconheço que há aspectos do programa que não estão clarificados», sublinhou.
Segundo acrescentou, o partido abandonará a ideia de que o Estado não pode ser «prestador de bens e serviços no mercado da saúde», mas «apenas, um árbitro imparcial e competente, um regulador que esteja plenamente consciente da delicadeza, complexidade e sensibilidade deste mercado». «Entendemos que deve haver um alargamento da oferta privada suportada pelo Estado, para os mais pobres e de classe média baixa» e que «para pessoas de rendimentos muito baixos então lá estará o SNS».
O “DN” escreve ainda que o Chega está a preparar para o final de Fevereiro uma reunião do seu Conselho Nacional, onde fará «uma clarificação em sentido inverso em relação ao que é o espírito do actual programa do partido».




