OPEP discute mais cortes na produção. Há petróleo a mais?

Desde Janeiro de 2017 que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) têm vindo a cortar na produção.

Filipa Almeida

Desde Janeiro de 2017 que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) têm vindo a cortar na produção, uma medida que visa equilibrar a crescente oferta de petróleo a nível global – nomeadamente por parte de empresas norte-americanas – e o abrandamento da procura. Reunidos neste momento em Viena, os 14 membros desta aliança estão a discutir novos cortes.

Segundo adianta a CNBC, estará confirmada pelo menos a manutenção dos cortes acuais: os membros da organização produzem 1,2 milhões de barris por dia. Este limite foi estabelecido num acordo em vigor até Março de 2020 e o encontro em Viena pretende precisamente decidir o que acontece a seguir.

O caminho mais provável parece ser o de reduções adicionais, se assim concordarem os parceiros que não integram a OPEP. Produtores russos, por exemplo, têm desempenhado o papel de aliados da organização, formando um grupo informalmente conhecido como OPEP+. Fontes citadas pela Reuters indicam que está em cima da mesa a possibilidade de cortar a produção em mais de 400 mil barris.

Por seu turno, Helima Croft, head of Global Commodities Strategy da RBC, indica que esta terá sido uma proposta apresentada pelo governo da Arábia Saudita. «O facto de que isto chegou potencialmente da Arábia Saudita – o condutor do autocarro OPEP – significa maior credibilidade do que se chegasse de um país com mais desafios a nível de compliance como o Iraque.»

A OPEP conta com a participação de países como Angola, Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar. De fora ficam os Estados Unidos da América, actualmente o maior produtor de petróleo do mundo, responsável por 12,3 milhões de barris por dia (dados deste ano).

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