Putin vai concorrer às eleições presidenciais para se manter no Kremlin até pelo menos 2030: taxa de aprovação do presidente russo é de 80%

Putin, que recebeu a presidência de Boris Yeltsin no último dia de 1999, é já o presidente com maior longevidade no Kremlin desde Josef Stalin, superando o mandato de 18 anos de Leonid Brezhnev

Francisco Laranjeira

Vladimir Putin vai concorrer às eleições presidenciais na Rússia em março, segundo revelou esta segunda-feira a agência ‘Reuters’: o presidente russo deve assim manter-se no poder até pelo menos 2030 já que o chefe do Kremlin sente que deve conduzir o país durante o período mais perigoso das últimas décadas.

Putin, que recebeu a presidência de Boris Yeltsin no último dia de 1999, é já o presidente com maior longevidade no Kremlin desde Josef Stalin, superando o mandato de 18 anos de Leonid Brezhnev.



De acordo com seis fontes contactadas pela agência noticiosa, a decisão de Putin já chegou e os conselheiros já estão a preparar-se para a campanha e para a eleição do presidente russo. Apesar de as sondagens de opinião indicarem um índice de aprovação de 80% na Rússia, a eleição é uma formalidade: se concorrer, com o apoio do Estado, dos meios de comunicação estatais e praticamente sem dissidência pública, é mais do que certo que vencerá.

“A decisão foi tomada – ele vai concorrer”, salientaram as fontes à ‘Reuters’: de acordo com um diplomata estrangeiro, Putin tomou a decisão recentemente e o anúncio deve ocorrer em breve.

Embora Putin possa não enfrentar qualquer concorrência real nas eleições, o antigo espião do KGB enfrenta o mais sério conjunto de desafios que qualquer chefe do Kremlin enfrentou desde que Mikhail Gorbachev lutou contra o desmoronamento da União Soviética, há mais de três décadas.

A guerra na Ucrânia desencadeou o maior confronto com o Ocidente desde a crise dos mísseis cubanos de 1962; as sanções ocidentais provocaram o maior choque externo à economia russa em décadas; e Putin enfrentou um motim fracassado do mercenário mais poderoso da Rússia, Yevgeny Prigozhin, em junho.

“A Rússia enfrenta o poder combinado do Ocidente, portanto não seriam oportunas grandes mudanças”, disse uma das fontes.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.