No âmbito da guerra entre Israel e o Hamas, esta sexta-feira fica marcada por vários protestos de grupos e manifestantes pró-Palestina, em vários pontos de Portugal, numa altura em que as forças de segurança nacionais estão a “acompanhar e monitorizar” os vários movimentos, sejam os a favor da Palestina, sejam os a favor de Israel.
O Ministro da Administração Interna (MAI) José Luís Carneiro disse ontem que o discurso está mais radicalizado nestes grupos, e admite que há “ameaças à segurança”. Assim as autoridades têm reforçado o acompanhamento e vigilância destes protestos, até porque já houve queixas de manifestantes pró-Palestina que dizem ter sido agredidos durante vigílias junto à Câmara do Porto.
É precisamente na Invicta que tem lugar um dos protestos: “Em luto com a Palestina: leitura pública dos nomes das vítimas do genocídio em curso” é o nome da manifestação, que se concentra em frente à Câmara Municipal do Porto a partir das 20h00.
Em Lisboa, para as 18h00 de hoje, esta marcada uma vigília pela ‘Paz no Médio Oriente. Palestina independente’. É pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), CGTP e Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e acontece no relvado da Alameda D. Afonso Henriques.
Mais abaixo, em Portalegre, pelas 17h00, na Praça da República, inicia-se a concentração “Fim à agressão a Gaza, Paz no Médio Oriente!”, organizada pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), CGTP-IN, Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) e Movimento Democrático de Mulheres (MDM).
Em entrevista à RTP, José Luís Carneiro explicou que “quando olhamos a manifestações, é importante termos consciência coletiva de que, por vezes, por trás de boas intenções estão outros interesses, que se cruzam, que se infiltram,… e que ameaçam mesmo a segurança e a vida das pessoas”..
Assim, as forças de segurança nacionais estão com “atenção redobrada” para pessoas e instituições mais expostas à polarização que se veio verificar com o conflito. Já houve queixas de agressões a manifestantes pró-Palestina, no Porto, e vandalismo à sinagoga da mesma cidade, entre outros atos, sem contar com o discurso de ódio nas redes sociais e Internet.
“[As forças] Estão a monitorizar e acompanhar”, ainda que “a complexidade tenha aumentado para o conjunto das forças e serviços” que estão “24 horas sobre 24 horas” a analisar as “expressões desta polarização e deste extremismo, que atenta contra as instituições do Estado de direito e contra os valores constitucionais”.











