Vila Galé: um mercado de potencialidades

O vila galé assume-se como a maior rede de resorts do brasil com nove unidades e duas a caminho, em 2020, o vila galé paulista e, em 2021, o vila galé costa do cacau. Um mercado estratégico que tem vindo a ser reforçado com novas apostas e investimentos

Executive Digest

No primeiro trimestre de 2020 está previsto abrir o Vila Galé Paulista, um hotel mais corporativo, com 110 quartos, um restaurante Massa Fina, cafetaria e clube de saúde, além de piscina exterior, num investimento de cerca de 50 milhões de reais. E está também a ser desenvolvido um novo resort em Una, no litoral da Bahia, o Vila Galé Costa do Cacau, com um investimento previsto de 150 milhões de reais, terá perto de 500 quartos e também funcionará em all inclusive.

Duas unidades que assim se unem a uma oferta forte e diversificada no mercado brasileiro composta por resorts com serviço all inclusive e hotéis de cidade, localizados em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Cumbuco, Fortaleza, Guarajuba, Salvador, Cabo do Santo Agostinho, Touros e Ceará.

RELAÇÃO COM O BRASIL

«Com efeito, é um mercado estratégico e temos vindo a reforçar a aposta e o investimento no país porque continuamos a acreditar nas suas potencialidades», explica Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da Vila Galé, a importância do Brasil.

Em 2001, abriu o primeiro hotel, o Vila Galé Fortaleza, e desde então tem vindo a inaugurar unidades com regularidade. Por exemplo, em 2018 começou a funcionar o Vila Galé Touros, o maior resort do estado do Rio Grande do Norte, com mais de 500 quartos. E a abertura da nona e mais recente unidade do Grupo em território brasileiro ocorreu em Dezembro. O VG Sun Cumbuco by Vila Galé, no Ceará. «Trata-se de um empreendimento de apartamentos para estadias de maior duração, junto ao resort que já temos no Cumbuco», refere Gonçalo Rebelo de Almeida.

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«Neste momento, estamos com mais dois projectos em desenvolvimento. Na nossa óptica, faz todo o sentido fortalecer a nossa posição no país, onde já temos um vasto know-how das questões logísticas, laborais, legislativas e conseguimos boas sinergias também com os hotéis em Portugal»,esclarece o administrador da Vila Galé.

É evidente que a situação actual do país representa um desafio e obriga o Grupo a procurar novas ofertas e produtos para cativar mais clientes e fidelizar os que já tem. Por isso, «a estratégia passa por manter os activos actualizados e com excelentes condições, lançar novas propostas gastronómicas – por exemplo, os nossos buffets de almoço português ou de feijoada à brasileira, ou até as pizzarias Massa Fina, que estreámos em Portugal e já levámos para o Brasil. Alargámos também o entretenimento para famílias e as propostas para empresas. Neste ponto é de referir o Vila Galé Touros, em Rio Grande do Norte, que está equipado com o maior centro de convenções da região, com capacidade para 1200 pessoas, permitindo-nos captar outros públicos. Adicionalmente, o Brasil é também um bom mercado para os vinhos e azeites Santa Vitória, que produzimos no Alentejo», específica Gonçalo Rebelo de Almeida.

Desde sempre que a marca Vila Galé foi muito bem recebida, como nos conta. Hoje, cerca de 90% dos clientes no Brasil são brasileiros e já conquistou uma grande notoriedade neste mercado. Isso reflecte-se, por exemplo, nas classificações e comentários que tem nas redes sociais e em plataformas como Booking, Tripadvisor, Hotels.com ou Google. «Continuamos a reforçar os pilares que têm definido a marca tanto em Portugal como no Brasil: boa relação qualidade-preço, oferta completa para famílias, pro- postas competitivas para o seg- mento corporate, all inclusive e diversidade de conceitos gas- tronómicos, formação contínua das equipas e atendimento acolhedor. Paralelamente, vamo-nos adaptando à evolução do mercado e dos canais de distribuição e de divulgação, acompanhando atentamente o desenvolvimento do transporte aéreo, a dinâmica dos operadores turísticos, as tendências de comunicação agora focadas nas redes sociais, nos patrocínios e no marketing digital», adianta ainda o administrador da Vila Galé.

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O que distingue o Vila Galé, além do produto e da oferta que resulta das características referidas anteriormente, é o factor de ter sido o próprio a iniciar o conceito “all inclusive” no Brasil. Aliás recentemente, o Vila Galé Fortaleza estendeu o conceito para “all inclusive gourmet”, com uma oferta ainda mais alar- gada a nível de alimentação e bebidas e também de animação para crianças e adultos. «O mercado brasileiro tem assim um grande peso. Mas também recebemos hóspedes portugue- ses, argentinos, uruguaios, chilenos. A conjuntura que se vive no Brasil tem feito com que os brasileiros viajem menos para fora e optem por fazer mais turismo interno», conta ainda Gonçalo Rebelo de Almeida.

Uma operação que representa 40% do volume de negócios do grupo e emprega cerca de 2000 pessoas. Em 2017, as receitas foram de 265 milhões de reais, mais de 2% do que no ano anterior. «Em 2018, os resultados cresceram ainda mais. Relativamente às unidades no Brasil – três hotéis de cidade e cinco resorts, uma vez que o VG Sun só abriu em Dezembro pelo que não teve muito impacto nas contas do ano passado – somaram receitas de 318 milhões de reais, representando um aumento de 20% face aos 265 milhões de reais verificados em 2017. No total, contabilizaram-se 535 mil quartos ocupados, mais 8% do que em 2017. Só no ano passado, criámos cerca de 400 postos de trabalho no Brasil. Para 2020, o Vila Galé prevê um crescimento no mercado brasileiro entre os 5% a 6%», refere o administrador da Vila Galé.

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