Activistas e protestos marcam Black Friday da Amazon

Dezenas de activistas franceses bloquearam o acesso ao armazém da Amazon a Sul de Paris.

Filipa Almeida

Dezenas de activistas franceses bloquearam o acesso ao armazém da Amazon a Sul de Paris. Protestam contra o impacto ambiental do consumismo e encontraram numa das maiores plataformas de comércio online a bandeira ideal para personificar aquilo que condenam. Segundo adianta a BBC, os manifestantes formaram uma corrente humana, colocaram fardos de palha e frigoríficos para obstruir a passagem dos camiões que se dirigiam a este armazém.

No entanto, o protesto deverá ter terminado rapidamente. A polícia foi chamada ao local e acabou por pôr um ponto final, segundo revela a mesma publicação. A Amazon já reagiu aos acontecimentos, indicando que respeita o direito ao protesto mas que os activistas em causa estão a espalhar acusações falsas.



Mas esta não é a única manifestação que a Amazon enfrenta. Também na Alemanha, colaboradores de seis centros de distribuição recusam-se a trabalhar, reclamando melhores condições salariais e de trabalho. A paralisação deverá prolongar-se durante todo o fim-de-semana, potencialmente impactando a actividade da Amazon durante as campanhas promocionais associadas à Black Friday.

A Amazon nega que os seus colaboradores sejam maltratados e assegura que é um empregador justo e responsável. A gigante norte-americana garante também que as entregas não sofrerão atrasos porque “a maioria dos trabalhadores está a tomar conta dos pedidos dos clientes como habitual”. No total, a Amazon emprega 13 mil pessoas em 13 centros logísticos na Alemanha – a que se somam os funcionários contratados propositadamente para a época natalícia.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.