Quase um quarto (23%) dos investidores portugueses está preocupado por não poupar o suficiente para a reforma, de acordo com o Global Investor Study da Schroders*. Esta percentagem está em linha com os resultados globais, pois 24% dos investidores partilha desses receios.
O estudo – que inquiriu mais de 25.000 investidores de 32 locais do mundo – revela que, globalmente, um terço dos baby-boomers (34%) está apreensivo relativamente à quantidade de dinheiro que está a poupar, o que compara com 20% dos millennials.
Regionalmente, os investidores da Ásia e Europa são os que revelaram estar mais preocupados com os níveis de poupança, com 26% e 25% respetivamente, a afirmar que estão nervosos com a dimensão das suas poupanças de reforma. Isto compara com 22% de inquiridos nos continentes Americanos. Destaque para o facto de 53% dos inquiridos no Japão em idade ativa revelar preocupação, o que compara com 6% de pessoas na Índia.
Apesar destes receios, a população global espera conseguir retirar, em média, 10,3% das poupanças de reforma todos os anos, sem ficar sem dinheiro, o que revela um desencontro entre as provisões das pessoas e aquilo que elas esperam gastar na reforma. Este desencontro é ainda maior em Portugal, pois os investidores esperam conseguir retirar 10,7% das suas poupanças de reforma todos os anos e não ficar sem dinheiro.
Na realidade, um quarto das pessoas pensa que consegue retirar 15% todos os anos. Os investidores da Índia são, em média, os mais confiantes, esperando conseguir retirar 15% a cada ano, o que compara com a percentagem de 7,3% dos investidores do Japão.
“Estas conclusões indicam que há um desencontro significativo entre a confiança das pessoas em relação às suas poupanças e a quantidade de dinheiro que esperam conseguir retirar quando se reformarem. Esta discrepância é preocupante e indica que a sociedade global não é realista em relação ao estilo de vida que quer ter na reforma. As pessoas estão a viver cada vez mais tempo na reforma e devem ser capazes de desfrutar da vida depois de terminarem a carreira, com a segurança de que as poupanças serão suficientes para as sustentar. No entanto, este estudo sugere que este pode não ser o caso para muitos. É imperativo que as pessoas comecem a poupar de forma consistente e o suficiente, tão cedo quanto possível, durante a carreira e antes da reforma. Que reflitam sobre o nível de rendimento que vão conseguir manter ao longo da merecida reforma”, afirma Carla Bergareche, Diretora Geral da Schroders Espanha e Portugal
Na Europa, em termos de países, Portugal está muito alinhado com os resultados globais, pois a população poupa cerca de 15,3% do seu rendimento atual (incluindo as contribuições dos empregadores) para a reforma. Por sua vez, a população Russa é a que poupa menos (11,1%), seguida de Espanha (11,2%). Na outra ponta do espectro estão as populações da Áustria e da Suíça, que poupam 21,6% e 21,3% respetivamente.
Apesar de estarem longe da reforma, os millennials a nível global estão a poupar a mais alta proporção dos seus rendimentos anuais (15,9%), se comparados com a Geração X, baby-boomers, e a geração silenciosa (14,7%, 13,7% e 13,1% respetivamente). Isto também se aplica a Portugal, uma vez que os millennials (17,1%) estão a poupar muito mais do que os não-millennials (11,8%).
É encorajador verificar que a maioria das pessoas no ativo a nível global (94% a nível global, 96% em Portugal) entende que há fatores que podem convencê-las a poupar mais para a reforma. Um terço (34% a nível global e 33% em Portugal) disse que a existência de mais informação, sobre a quantidade de dinheiro que precisam de poupar para terem o estilo de vida que querem na reforma, as pode convencer a poupar mais.





