Morreu esta quarta-feira, dia 20 de setembro, o mais novo dos quatro irmãos que assumiram, a partir de 1960, o controlo da empresa que mais tarde se viria a tornar o maior grupo de transformação de cortiça do mundo, a Corticeira Amorim.
Filho de Albertina e de Américo Alves Amorim, Joaquim Ferreira de Amorim faleceu ontem aos 87 anos de idade.
Depois da morte de Américo Amorim, em 2017, José Ferreira Amorim em 2022, e agora de Joaquim Ferreira Amorim, o único irmão dos quatro mentores desta organização ainda vivo é António Ferreira de Amorim, com atualmente 95 anos.
“Eu, Joaquim Amorim, fiz parte de um grupo de quatro irmãos, que, com o apoio de toda a gente, da família, dos amigos, da equipa comercial e industrial, conseguimos levar as coisas onde estão hoje”, sublinhou.
“Em 1954, quando terminei o curso, um senhor francês, da Charles Duvicq et Fils, cliente da Amorim & Irmãos, convidou-me para ir para França, onde tinha fábricas de cortiça, perto de Bayonne. Como eu era o mais novo dos irmãos, fui. Fui a 14 de julho, o dia da tomada da Bastilha, e fiquei até dezembro. Foi um grande estágio. Tinha total liberdade para circular pela fábrica, pelos escritórios, e aprendi muito. Acompanhava-o nas visitas a clientes, enquanto ele negociava. Aprendi muito sobre a cultura francesa, sobre a rolha”, contava Joaquim Amorim numa entrevista interna do grupo Amorim.
Depois de passar por França e Inglaterra, rumou ao Brasil para gerir os negócios do grupo, e aí ficou até 1966. De regresso a Portugal, continuou a viajar pelo mundo, acompanhando a internacionalização do grupo e acompanhando as equipas comerciais em visita a clientes no estrangeiro. Percorreu quatro cantos do mundo, Japão, Austrália e China, por exemplo, onde acompanha a delegação de Mário Soares numa visita a Macau.
A Corticeira Amorim recorda que Joaquim Amorim foi porventura aquele que mais liberdade teve para se movimentar como queria. “Dos quatro irmãos eu era o mais pequeno, e como os outros estavam já dentro do grupo, eu era o mais livre” reconhece Joaquim Amorim.







