JMJ: Sindicato Nacional da Polícia anuncia acampamento de protesto junto ao MAI

Sinapol refere que vai “montar tendas de campismo na Praça do Comércio” de forma simbólica

Executive Digest com Lusa
Junho 15, 2023
15:04

O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) vai realizar um acampamento de protesto junto ao Ministério da Administração Interna, em Lisboa, na primeira semana de agosto, quando decorre a Jornada Mundial da Juventude.

Em comunicado, o Sinapol refere que vai “montar tendas de campismo na Praça do Comércio” de forma simbólica.

O sindicato mostra-se reticente em relação ao valor estimado para compensar os polícias que vão trabalhar durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“De acordo com o ministro da Administração Interna (MAI), os elementos policiais irão ser ressarcidos com uma ‘justa’ compensação pelo trabalho que irão exercer na JMJ, valor esse que o Sinapol estima ser de cerca de 10 euros por dia, depois de pagas as despesas de alimentação e alojamento”, realça a força sindical.

O Sinapol acrescenta que vai disponibilizar pernoita nas tendas de forma gratuita aos polícias, dizendo que vai anunciar o número de vagas disponíveis brevemente e que os “eventuais interessados poderão desde já efetuar uma pré-reserva”.

“Reiteramos que, durante o período de duração da JMJ, as ações de protesto programadas junto dos aeroportos de Lisboa e Porto mantêm-se, bem como nas zonas limítrofes da JMJ”, sublinha.

No início do mês, o sindicato anunciou a realização diária de protestos nos aeroportos entre 31 de julho e 06 de agosto, devido “à ausência de resposta aos problemas”.

Na ocasião, o Sinapol avançou que iria realizar diariamente várias ações de protesto, como a entrega de folhetos nos aeroportos de Lisboa e Porto, a afixação de faixas em diversos locais de Lisboa, em especial na zona envolvente ao evento da JMJ e entrega de folhetos em pontos turísticos da Madeira e Açores.

Considerado o maior acontecimento da Igreja Católica, a JMJ vai realizar-se entre 01 e 06 de agosto em Lisboa, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

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