Vladimir Putin não terá sido o espião soviético de elite que o mundo foi levado a acreditar, segundo revelou esta segunda-feira uma investigação do jornal alemão ‘Der Spiegel’.
As histórias dos feitos de Putin como oficial de inteligência durante a década de 1980 variam mas é um período de tempo envolto em mistério, uma vez que o presidente russo nunca comentou o assunto. No entanto, há muitas histórias que o pintaram como uma figura heroica, tendo sido responsável por ter defendido sozinho os escritórios do KGB de saqueadores, tendo realizado missões ultrassecretas, como se encontrar com membros da Fação do Exército Vermelho, um grupo terrorista responsável por vários sequestros e assassinatos na Alemanha Ocidental. 7
No entanto, segundo a publicação teutónica, a maior parte do trabalho de Putin limitava-se a tarefas administrativas “banais”. De acordo com um dos ex-colegas de Putin, no escritório da KGB em Dresden, o seu “trabalho consistia principalmente em rever incansavelmente os pedidos de visitas de parentes da Alemanha Ocidental ou procurar potenciais informantes entre os estudantes estrangeiros na Universidade de Dresden”.
De acordo com o estudo, Putin é raramente mencionado nos registos da Stasi – o nome da polícia secreta da Alemanha Oriental. Quando é referido, é apenas em relação ao seu aniversário ou tarefas administrativas, sem fornecer qualquer evidência das histórias famosas.
Para Horst Jehmlich, um ex-oficial da Stasi que também trabalhou em Dresden, garantiu ao ‘Der Spiegel’ que Putin não passava de um “menino de recados”.
Putin trabalhou para a KGB, o serviço de inteligência da União Soviética, durante quase duas décadas. Mudou-se para Dresden, na Alemanha Oriental, em 1985, quatro anos antes da queda do Muro de Berlim, o que marcou o fim da Guerra Fria e um passo enorme para a reunificação da Alemanha em 1990.
Oficialmente, ter-se-á reformado do serviço ativo da KGB com o posto de tenente-coronel. Mas Oleg Kalugin, ex-oficial de alto escalão da KGB e crítico feroz de Putin, já garantiu que o presidente russo mentiu e “foi apenas um major”.














