‘Operação Babel’: Fortera volta a negar acusações e diz que dão uma “imagem distorcida” da empresa

No dia em que anunciaram a nomeação Pedro Ferreira como o novo CEO do grupo, na sequência da demissão do cargo do seu cofundador Elad Dror no âmbito da ‘Operação Babel’, a Fortera volta a negar a informação vinda a público dizendo que esta dá uma “imagem distorcida” da empresa.

André Manuel Mendes
Junho 2, 2023
9:56

No dia em que anunciaram a nomeação Pedro Ferreira como o novo CEO do grupo, na sequência da demissão do cargo do seu cofundador Elad Dror no âmbito da ‘Operação Babel’, a Fortera volta a negar a informação vinda a público dizendo que esta dá uma “imagem distorcida” da empresa.

“A Fortera nega veementemente a informação vinda a público no âmbito da ‘Operação Babel’ que não retrata a veracidade das ações da empresa no empreendimento ‘Riverside’, Quinta de Santo António, em Vila Nova de Gaia. As informações vindas a público criaram uma imagem distorcida em torno dos projetos da Fortera, quando, na realidade, a empresa está a construir o empreendimento exatamente nos termos em que o loteamento foi aprovado em 2013, anos antes da fundação do grupo”, escrevem em comunicado.

A empresa nortenha de construção saúda a decisão da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia sobre a realização de uma auditoria ao projeto, pois acredita que serão expostas as “incoerências” neste processo.

“Esta auditoria confirmará que a Fortera está a cumprir fielmente o loteamento aprovado, desde a aquisição do terreno em 2020, tendo a construção iniciado apenas em 2023, sobretudo devido aos inúmeros obstáculos impostos pelo Município”, esclarecem.

A Fortera volta a sublinhar que não recebeu favorecimentos por parte de qualquer representante do Município, e que o projeto cumpriu todos os requisitos regulamentares, sem nunca ocultar informação ou outros elementos relacionados com o projeto.

“A Fortera opõe-se firmemente a quaisquer falsas informações vindas a público que ponham em causa o seu bom nome e que minem o impacto positivo que tem tido no largo desenvolvimento da sua atividade no país, nas cidades e nas comunidades onde atua”, rematam.

Recorde-se que na ‘Operação Babel’ estão em causa crimes de recebimento ou oferta indevidos de vantagem, de corrupção ativa e passiva, de prevaricação e de abuso de poder, praticados por e sobre funcionário ou titular de cargo político.

A Polícia Judiciária salientou que o processo principal da ‘Operação Babel’ se centra “na viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanístico em favor de promotores associados a projetos de elevada densidade e magnitude, estando em causa interesses imobiliários na ordem dos 300 milhões de euros, mediante a oferta e aceitação de contrapartidas de cariz pecuniário”.

Em causa estão o projeto Skyline e o Centro de Congressos de Vila Nova de Gaia, entre outros, que o grupo garantiu que “foram iniciados e apoiados pela Câmara Municipal de Gaia, tendo-o declarado como um empreendimento emblemático para a cidade, demonstrando assim o empenho em prestar assistência proporcional ao elevado investimento exigível para a sua execução”.

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