Arrendar casa em Portugal está (muito) mais caro. Valores disparam 25% de um ano para o outro

A crise imobiliária continua a fazer aumentar o preço não só da venda de imóveis, como também do seu arrendamento. No mês de abril de 2023, registou-se uma subida de 1,6% face ao mês anterior, 5,5% de variação trimestral e mais 25,1% do que os valores registados no mesmo período do ano anterior.

André Manuel Mendes

A crise imobiliária continua a fazer aumentar o preço não só da venda de imóveis, como também do seu arrendamento. No mês de abril de 2023, registou-se uma subida de 1,6% face ao mês anterior, 5,5% de variação trimestral e mais 25,1% do que os valores registados no mesmo período do ano anterior.

O preço de arrendamento em abril subiu em seis capitais de distrito, com Leiria (13,2%), Seguem-se Coimbra (5,3%) e Funchal (3,5%) a ocuparem o pódio, seguidos do Porto (1,4%), Faro (0,9%) e Braga (0,8%).

Em oposição, os preços desceram em Viana do Castelo (-6,1%), Viseu (-6%), Aveiro (-4,5%) e Setúbal (-2,3%), revela o índice de preços do idealista.

A capital portuguesa continua a ser a cidade onde é mais caro arrendar casa, com um preço de 19,2 euros por metro quadrado, seguido do Porto (15 euros/m2) e Funchal (12,5 euros/m2). Na lista seguem-se Faro (10,3 euros/m2), Setúbal (10,1 euros/m2), Aveiro (9,7 euros/m2), Coimbra (8,9 euros/m2), Leiria (8,7 euros/m2), Braga (8,1 euros/m2) e Viana do Castelo (7,5 euros/m2).

Por outro lado, é mais barato arrendar em Castelo Branco (5,7 euros/m2), Viseu (6,4 euros/m2) e Santarém (6,9 euros/m2).

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O idealista analisou 16 distritos e ilhas e verificou-se uma maior subida em Coimbra (8,3%) e ilha da Madeira (7,2%). Já os distritos de Viseu (-10%), Viana do Castelo (-4,9%), Aveiro (-3,9%) e Portalegre (-3,3%) registaram uma descida no mês em análise.

No mês de abril, os preços das casas para arrendar subiram em todas regiões portuguesas, com destaque para a Região Autónoma da Madeira (7%), seguida pelo Alentejo (3,3%), Centro (2,2%), Norte (1,9%), Algarve (1,3%), Região Autónoma dos Açores (1,2%) e Área Metropolitana de Lisboa (0,9%).

 

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