No ano passado, os imigrantes em Portugal enviaram 532,7 milhões de euros para o estrangeiro. Brasil foi o principal destino, representando 48% das remessas totais de imigrantes. Logo depois, surge a China (10%), de acordo com dados disponibilizados pela Pordata.
Este é um valor significativamente superior ao verificado em 1996, quando as remessas de imigrantes não iam além dos 155,88 milhões de euros.
O relatório da Pordata, divulgado no âmbito do Dia Mundial da Poupança, revela também que, no sentido inverso, os emigrantes enviaram para Portugal, em 2018, um total de 3.604 milhões de euros. São, em média, quase 10 millhóes de euros por dia. França foi o principal país de origem (31,4%), à frente da Suíça (25%). Este valor compara com os 2.737,5 milhões de euros registados em 1996.
Quanto ao peso das remessas no PIB, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos aponta para 1979 como o ano em que o valor foi mais alto: 9,4% do PIB. Em 1995, caiu para 3,2% e, em 2018, para 1,8% (número provisório).
Desde 1996, ano a partir do qual existem dados disponíveis, o saldo entre remesses da emigrantes e imigrantes tem sido sempre positivo. “Para tal contribui também o baixo valor das remessas dos imigrantes, que nunca excedeu os 0,4% do PIB”, indica Pordata.








