A procura por bens de luxo não está a ser afetada pela crise económica, e a prova disso é a Hermès International que viu o seu valor de mercado subir para os 200 mil milhões de euros, ultrapassando no ranking a farmacêutica suíça Novartis.
As ações da empresa francesa têm escalado juntamente com outras ações de empresas de luxo, já que os investidores veem o setor como capaz de resistir a uma desaceleração económica.
Nos primeiros quatro meses de 2023, as ações da Hermès subiram cerca de 30%.
A empresa é agora o oitavo nome mais valioso no índice pan-europeu Stoxx 600, e a segunda atrás da francesa LVMH, dona de marcas como Louis Vuitton e Christian Dior, que está avaliada em 420 mil milhões de euros, e levou o seu fundador, Bernard Arnault, a ser o homem mais rico do mundo.
De acordo com a ´Bloomberg’, a Hermès vale mais do que o valor combinado de uma série de empresas francesas em vários setores, incluindo a Airbus, a construtora automóvel Renault, o Carrefour, o credor Societe Generale e a empresa de telecomunicações Orange.

“Embora seja improvável que a Hermès seja imune ao risco de desacelerar as tendências devido ao ambiente macro cada vez mais complexo, esperamos que o seu modelo de negócios exclusivo e a oferta impulsionem o seu desempenho”, escreveram analistas do UBS, de acordo com a ‘Bloomberg’.
Os analistas acreditam ainda que, dentro do setor do luxo, a Hermès tem um posicionamento diferente da concorrência visto que a procura pelas suas bolsas excede a capacidade de produção, apesar de os modelos das suas malas começarem nos 8.000 euros. Para dar resposta a este problema, a empresa vai aumentar a produção com a inauguração de uma nova fábrica de couro em Louviers, na Normandia.
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