O ministro da Agricultura da Polónia, Henryk Kowalczyk, apresentou a demissão esta quarta-feira, justificando a decisão com o facto de estar em desacordo com a Comissão Europeia sobre a importação de cereais da Ucrânia.
Em causa está o facto de instituição liderada por Ursula von der Leyen ter decidido estender a importação livre de impostos de cereais ucranianos até junho de 2024. Por outro lado, os agricultores polacos, pressionados pela crise económica, exigem a introdução das taxas de imposto imediatamente.
“Como é claro que esta exigência não vai ser respondida pela Comissão Europeia nesta altura, decidi demitir-se do cargo de ministro da Agricultura”, explicou o governante.
As limitações das exportações, geradas pela invasão da Rússia à Ucrânia, significou que grandes quantidades de cereais ucranianos, livres de impostos, ficam mais baratos do que os produzidos noutros países da União Europeia, pelo que viram um aumento exponencial do volume nas importações de Estados-membros.
Ao mesmo tempo, os preços e vendas dos produtores locais, especialmente da Polónia, foram fortemente afetados, com os custos em sentido ascendente, e as importações em sentido contrário.
De acordo com a Reuters, os primeiros-ministros de cinco países, incluindo da Polónia, escreveram uma missiva a Ursula von der Leyen na passada sexta-feira, exigindo ação na questão da importação de cereais ucranianos.
Os governantes alegam que os impostos terão de ser reintroduzidos, se não houver outra forma de limitar o fluxo de cereais e outros produtos da Ucrânia.




