Lugares em creches e amas voltam a descer. Porto, Setúbal e Lisboa com pior cobertura

Entre 2020 e 2021, o número de creches em Portugal recuou ligeiramente, mas a cobertura dada por estas estruturas, bem como por parte das amas, cresceu cerca de quatro pontos percentuais, para 52,9%, no mesmo período. Em 2020 a taxa de cobertura era de 48,8%.

Revista de Imprensa
Abril 4, 2023
9:52

Entre 2020 e 2021, o número de creches em Portugal recuou ligeiramente, mas a cobertura dada por estas estruturas, bem como por parte das amas, cresceu cerca de quatro pontos percentuais, para 52,9%, no mesmo período. Em 2020 a taxa de cobertura era de 48,8%.

Na Carta Social de 2021, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social é explicado o motivo da contradição entre os números: a “diminuição da população no escalão etário dos 0 aos 3 anos”.



No documento, citado pelo Público, houve um crescimento de 195% entre 2000 e 2021 nas respostas para a infância, sendo que, no mesmo período o crescimento de creches foi de 62%.. No entanto, o Governo destaca no relatório que em 2021 se verificou “a tendência de ligeira redução no número de respostas” nas creches, nos últimos anos, que teve efeitos no número de estruturas e lugares disponíveis para responder a crianças.

Em 2021 existiam, segundo o balanço, 2549 creches, menos 12 do que no ano anterior e havia 118260 lugares disponíveis para acolher crianças (menos 20 do que em 2020).

Por outro lado, com os equipamentos sem capacidade esgotada, foi permitido que mais crianças frequentassem estas respostas: em 2021 era 101191, mais 2995 crianças face a 2020, “superando o número de crianças a frequentar a creche em 2019”.

Quase 77% das creches existentes em 2021 eram de instituições e entidades não lucrativas e 23% estavam no setor privado.

A taxa de cobertura está longe de abarcar e dar resposta a todas as crianças, estando nos 52,9%, mas até há distritos onde a resposta dada é inferior. Porto (37,1%), Setúbal (48,2%) e Lisboa (50,7%) são os territórios com “menor cobertura face à população residente”, destaca a Carta Social de 2021.

Já Guarda (86,9%), Portalegre (83,1%) e Castelo Branco (74,4%) são os distritos com maior cobertura, tratando-se de zonas onde há menos crianças até aos três anos, comparando com as regiões no litoral.

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