Volkswagen aumenta receitas no primeiro semestre

A Volkswagen conseguiu, para já, cumprir aquele que era um objectivo de longa data: ultrapassar a Toyota nas vendas a nível mundial. Mas essa não é a única boa nova no ‘reino’ do grupo germânico, já que no primeiro semestre também as suas receitas, que no cômputo geral inclui outras marcas como a Audi, Skoda, SEAT ou Porsche, aumentaram 10,1% para 108,8 mil milhões de euros. Em termos de vendas, os esforços da Volkswagen a nível global tiveram como resultado a ultrapassagem à Toyota, cumprindo assim um desiderato de longa data dos seus responsáveis, naquela que é a primeira…

Pedro Junceiro

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A Volkswagen conseguiu, para já, cumprir aquele que era um objectivo de longa data: ultrapassar a Toyota nas vendas a nível mundial. Mas essa não é a única boa nova no ‘reino’ do grupo germânico, já que no primeiro semestre também as suas receitas, que no cômputo geral inclui outras marcas como a Audi, Skoda, SEAT ou Porsche, aumentaram 10,1% para 108,8 mil milhões de euros.



Em termos de vendas, os esforços da Volkswagen a nível global tiveram como resultado a ultrapassagem à Toyota, cumprindo assim um desiderato de longa data dos seus responsáveis, naquela que é a primeira vez que um fabricante alemão lidera o ranking dos mais vendidos. No total, venderam-se 5,03 milhões de automóveis no primeiro semestre, sendo este valor bastante importante para a obtenção de resultados financeiros bastante positivos.

Contudo, a marca atribui também o crescimento de 10,1% nas receitas aos efeitos da taxa cambial e aos produtos mais apelativos que têm vindo a ser lançados nos diferentes mercados mundiais. Mesmo com a crise nos mercados russo e sul-americano e com a desaceleração da economia chinesa, a marca pôde contar com a recuperação da Europa e, também com os valores dos restantes países asiáticos e com a América do Norte para incrementar os seus lucros num período que a marca apelidou de “desafiador”.

O lucro operacional do grupo cresceu, assim, para 7 mil milhões de euros, ou seja um total de 13%, sendo que uma parte importante desta receita deriva da reestruturação da área de veículos pesados (com a criação de uma identidade para gerir a MAN e a Scania), cujo lucro operacional após impostos foi de 6,8 mil milhões de euros.

Para Martin Winterkorn, presidente da administração da Volkswagen, estes resultados indicam que a companhia “continua a estar muito bem posicionada, apresentando uma gama de produtos convincente apesar das condições do mercado serem cada vez mais difíceis”.

Tendo em conta estes resultados, a Volkswagen revê em alta as previsões para o ano de 2015, antevendo mesmo um crescimento nas receitas de 4% em relação aos 202,5 mil milhões de euros obtidos em 2014. Isto, não obstante, a previsão de uma ligeira quebra dos lucros derivados da venda de automóveis, atendendo às supra-citadas dificuldades de mercados mundiais.

Nos EUA, a Toyota teve uma procura maior (5,6%) face à da Volkswagen, Audi e Porsche (com apenas 2,4%) mas foi no Japão que a situação mais se diferenciou: as vendas da marca alemã subiram 17%, representando o melhor resultado nos últimos 16 anos, enquanto a Toyota viu as suas vendas subir na ordem dos 8,2%. De resto, o mercado norte-americano continua a ser um terreno fértil para a Toyota, com a Volkswagen a não conseguir impor-se como desejaria naquele território.

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