Texto de Jorge Farromba
E as primeiras dúvidas ficam dissipadas logo que a viatura me é entregue no parque de Imprensa da marca. As alterações são subtis e somente um olhar mais atento as encontra. O para-choques é agora ligeiramente diferente, com saídas de ar quase fechadas, uma nova assinatura luminosa em Full-LED e com as luzes diurnas ligeiramente distintas. Atrás, o cenário é o mesmo com saídas de ar fechadas e, em ambos, as ligeiras alterações sugerem estarmos em presença de um desportivo, tal o modo com que o Civic “se veste”, sendo que a cor da viatura ensaiada ajuda.
Já no interior, as alterações surgem somente no ecrã central que ganha um botão de volume ao invés do sensitivo anterior. A posição de condução é muito boa, a ergonomia idem e, o “casamento” entre banco, pedais e volante é o ideal. Encontramos alguns botões na consola central e outros no tablier na zona esquerda do volante e, creio que a tendência hoje caminha por concentrar todos no ecrã central.
Os materiais, como é hábito na Honda, são de qualidade sendo que, à frente encontramos mais plásticos moles do que atrás mas, nada que manche a imagem com ruídos parasitas.
Uma palavra para o espaço interior desafogado e onde até a mala tem muito boa habitabilidade, profunda e, ao contrário, de muitos rivais, as tampas da bagageira são de cortina e amovíveis, o que permite maior capacidade de carga. Mas a minha memória deste CIVIC foi sempre a qualidade da sua condução, a par do excelente tricilíndrico com 126Cv (na anterior versão 129cv), disponível, com bastante binário e potência e com uma deliciosa caixa de velocidades – precisa, curta e direta.

E, de facto não foram precisos muitos quilómetros para compreender que esse ADN continua patente no Civic e, felizmente, não foi alterado.
Não será certamente exagero referir a excelência da sua condução – percebe-se que este motor nem permite explorar a fundo o excelente chassis que tem e que foi desenvolvido a par com o Type R. Com um centro de gravidade baixo – quando entramos, descemos para os bancos – tal como um Kart, basta apontar para a curva e, de modo muito direto, o Civic entra e sai da curva com uma precisão notável, sendo que nem o conforto sai aqui beliscado nem existem perdas de tração.
Outro detalhe que importa referir é que o binário disponível permite viagens calmas ou, a explorar todo o potencial dos 126Cv. Em termos médios e numa condução sem grandes preocupações a média de consumos obtida foi de 6.2 litros, o que me parece agradável.
A viatura ensaiada possuía de série os habituais sistemas de segurança que a marca denomina Honda Sensing e que esta descreve deste modo:
• O Sistema de Direção de Mitigação de Colisões de Peões deteta peões e as linhas laterais da faixa de rodagem, para ajudar a evitar colisões.
• O Sistema de Apoio na Faixa Rodagem (RDM) auxilia o condutor a evitar que o veículo se desvie, inadvertidamente, da estrada.
• O Sistema de Travagem por Mitigação de Colisões (CMBS) ajuda o condutor a evitar colisões com veículos em sentido contrário e veículos ou peões à sua frente, atenuando quaisquer danos em caso de colisão.
• O Cruise Control Adaptativo (ACC) mantém uma distância adequada ao veículo à frente, reduzindo a velocidade sem recorrer ao condutor
• Reconhecimento de sinais de trânsito
• Para além de funcionalidades de assistência ao condutor, como o sensor de estacionamento, apoio à retaguarda, um sistema de câmaras instaladas à volta do veículo e lanewatch – sistema de informação de pontos cegos.

Em resumo, as alterações foram subtis face ao modelo de 2019 mas suficientes para o manter up-to-date com a concorrência. Diria que, na hora de escolher a sua próxima viatura, vale a pena também testar este modelo e depois tirar conclusões.
Preços : entre os 25.000€ e os 31.000€ (viatura ensaiada: 28.220€)




