Em comunicado, o grupo justifica a decisão declarando que é “cada vez mais evidente que vão ser precisos muitos anos para que a o mercado da aeronáutica comercial encontre os mesmo níveis que tinha há poucos meses”.
Uma fonte próxima do processo de reconversão da empresa disse à France Presse que a partir do fim do mês o grupo industrial britânico inicia a supressão de “pelo menos” nove mil postos de trabalho.
A Rolls-Royce avança assim para o corte de 17% da sua força de trabalho, depois de nos últimos cinco anos já ter eliminado um total de 10 mil empregos.
“Esta não é uma crise que resulte das nossas ações”, explicou o CEO Warren East, adiantando que “esta é uma crise que temos que enfrentar. Os nossos clientes e parceiros da aviação têm de se adaptar e nós também”.
Na sequência da pandemia e para a combater, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, nomeadamente o da aviação, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.
A Covid-19 já provocou mais de 320 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios



