Portugueses só vão às urgências “porque não têm alternativa”. Administradores hospitalares pedem “soluções” para combater elevada procura

Para o presidente da Associação de Administradores Hospitalares, é necessário reforçar a capacidade de resposta e não travar o acesso à urgência a quem não é referenciado pelo SNS 24 ou pelo INEM.

Simone Silva

Alexandre, Lourenço, presidente da Associação de Administradores Hospitalares, considera que os portugueses só recorrem às urgências dos hospitais “porque não têm alternativa” e pede que o Governo encontre outras soluções para combater a elevada procura que se tem registado.

Em declarações à ‘Renascença’, o responsável refere que tem havido uma procura recorde do número de urgências e sublinha que no Norte do país, onde também se verifica esta alta procura, há cobertura quase total de médicos de família, o que mesmo assim não é suficiente.

Assim, adianta, é necessário reforçar a capacidade de resposta e não travar o acesso à urgência a quem não é referenciado pelo SNS 24 ou pelo INEM, como sugeriram alguns responsáveis hospitalares esta quarta-feira.

“Na prática parece uma medida extrema que pode ser implementada em circunstâncias em que o serviço de urgência realmente não tem capacidade de resposta”, sublinha, citado pela estação.

Para o responsável, “tem que ser encontrado outro tipo de soluções e ir à raiz do problema, caso contrário, estamos a criar barreiras ao acesso a cuidados de saúde”, alerta.

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“E nós temos de perguntar porque é que os portugueses vão ao serviço de urgência. E a resposta é clara, é porque não têm alternativa. Não existe outra alternativa que não os serviços de urgência”, reitera.

Segundo Alexandre Lourenço, “qualquer pessoa que quer agendar uma consulta para o médico de família vê que essa consulta é agendada dias depois, meses depois, ou se quer uma consulta hospitalar espera meses ou às vezes anos por ter uma consulta”.

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