O partido ‘Rússia Unida’, do presidente russo Vladimir Putin, apresentou esta segunda-feira uma proposta legislativa perante a Duma do Estado, a Câmara Baixa do Parlamento, para apenas considerar como “compatriotas” os russos no estrangeiro que mantenham “a cultura identitária” e a língua.
O projeto foi apresentado pelo deputado do ‘Rússia Unida’ Konstantin Zatulin, que também é o primeiro vice-presidente do comité da Duma de Estado que trata de políticas e questões relacionadas aos cidadãos russos no exterior, segundo informou esta segunda-feira a agência de notícias ‘Interfax’.
A proficiência em russo como língua é, segundo apontou a proposta, “condição necessária para cumprir a exigência constitucional de que o Estado garanta a identidade cultural de toda a Rússia aos compatriotas que vivem no exterior”. Assim, “se o Estado cuida daqueles que, morando no exterior, preservam a identidade cultural de toda a Rússia”, e uma das suas peculiaridades “é no conhecimento da língua russa comum a todos”, então o conceito de “compatriota” deve ser incluído no seu estatuto russo.
A proposta do partido do líder russo surge numa momento em que as autoridades de Moscovo têm denunciado um aumento da “russofobia” em todos o mundo, após as fortes sanções económicas lançadas pela comunidade internacional e a saída de importantes empresas estrangeiras do país, como consequência da invasão da Ucrânia.









