Autoridades de saúde alertam para o perigo “potencialmente fatal” de combinar paracetamol com antibiótico flucoxacilina

“Apesar de muito rara, esta condição é bastante grave e potencialmente fatal. A sua relevância é relativamente maior pelo facto de existirem medicamentos contendo paracetamol não sujeitos a receita medica e por isso disponíveis para automedicação”, alertou o Infarmed

Francisco Laranjeira

Autoridades médicas alertaram esta sexta-feira para os cuidados necessários ao tomar paracetamol simultaneamente com o antibiótico flucloxacilina (administrado em Portugal desde a década de 1970) devido ao risco de “acidose metabólica com hiato aniónico aumentado (HAGMA)”, segundo o Infarmed e a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde.

O órgão regulador espanhol, no boletim mensal de segurança de medicamentos de uso humano no passado mês de janeiro, lembrou que devem ser tomados cuidados especiais, principalmente em pacientes com fatores de risco como insuficiência renal grave, sépsis, desnutrição e outras fontes de glutationa deficiente (como, por exemplo, alcoolismo crónico), bem como aqueles que usam doses máximas diárias de paracetamol.

“Apesar de muito rara, esta condição é bastante grave e potencialmente fatal. A sua relevância é relativamente maior pelo facto de existirem medicamentos contendo paracetamol não sujeitos a receita medica e por isso disponíveis para automedicação”, alertou o Infarmed.

A flucloxacilina é um antibiótico indicado para tratar infecções como faringite bacteriana, sinusite e infeções de pele e tecidos moles. Após a coadministração de flucloxacilina e paracetamol, recomenda-se uma monitorização cuidadosa, a fim de detetar o aparecimento de desequilíbrios ácido–base, nomeadamente HAGMA, incluindo a pesquisa de 5-oxoprolina na urina.

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