O funeral de Fábio Guerra, o agente da PSP que morreu no sábado após ser agredido à porta de uma discoteca em Lisboa, realiza-se na manhã desta quinta-feira, na Covilhã, cidade de onde é natural.
Segundo um comunicado da PSP, após as cerimónias de homenagem que decorreram ontem com um cortejo fúnebre de Lisboa até à Covilhã, realizou-se o velório, que foi “reservado aos familiares do nosso camarada falecido”.
“A missa decorre no dia 24 (esta quinta feira), pelas 10H30, na Igreja de são José, sita na Rua dos Penedos Altos, Covilhã”, revelou a mesma nota, adiantando que “o féretro será depois escoltado pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, para o Cemitério da Covilhã”.
No comunicado a polícia “reitera o seu profundo pesar, solidariedade e dor aos familiares e amigos do Polícia Fábio Guerra e aos demais polícias e pessoal sem funções policiais que com ele tiveram o privilégio de diretamente trabalhar”.
Recorde-se que o agente morreu na segunda-feira pelas 09h58, “vítima das graves lesões cerebrais que sofreu”, depois de estar em coma desde o dia 19 de março, em que foi agredido, anunciou a PSP na manhã desse dia.
O incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.
Segundo relatou na altura a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.
Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adiantou a PSP.
Os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação imediata, mas entretanto dois dos suspeitos – militares da Marinha – já foram apanhados e detidos pela PJ. Um terceiro encontra-se ainda em fuga.
Os três agentes agredidos tiveram sábado alta do hospital e já prestaram declarações à PJ. Segundo fonte citada pela Lusa, os três agentes “já foram ouvidos em interrogatório pela Polícia Judiciária (PJ)”, ajudando a investigação em curso desta polícia.
A fonte indicou ainda que os agentes alvo de agressão atestaram que se identificaram como polícias ao intercederem numa desordem naquele local de diversão noturna e adiantou que a Marinha está a colaborar com a PJ na identificação de alguns dos suspeitos das agressões, por se tratarem de militares daquele ramo das Forças Armadas.













