Ucrânia: “Proibição de energia russa significaria recessão na Europa”, alerta chanceler alemão

Olaf Scholz garantiu ainda que a Alemanha vai encerrar a sua dependência energética da Rússia no devido tempo mas cortar todos os laços agora iria afetar a economia germânica

Francisco Laranjeira

A proibição imediata das importações de energia da Rússia iria desencadear uma recessão económica na Alemanha e por toda a Europa, segundo alertou esta quarta-feira Olaf Scholz. Ao Bundestag (Parlamento germânico), o chanceler alemão garantiu que a Alemanha irá encerrar a sua dependência energética da Rússia no devido tempo mas cortar todos os laços agora iria afetar a despreparada economia alemã.

“Vamos acabar com essa dependência [do petróleo, carvão e gás russos] o mais rapidamente possível mas fazer isso de um dia para o outro significaria mergulhar o nosso país e toda a Europa numa recessão”, garantiu o chanceler, alertando que “centenas de milhares de empregos estariam em risco, indústrias inteiras estariam à beira do precipício”.

“A verdade é que as sanções que já foram decididas também atingem muitos cidadãos e não apenas na bomba de gasolina”, apontou o chanceler germânico, argumentando que as sanções “não devem atingir os países europeus com mais força do que a liderança russa”.

A posição alemã ‘choca’ com pedidos de alguns países da União Europeia, particularmente da Europa Oriental, para uma rápida proibição das importações de energia russa como resposta à guerra de Moscovo na Ucrânia. Os comentários de Scholz chegaram quando o Ifo, instituto de pesquisa económica da Alemanha, cortou a previsão de crescimento deste ano para a economia nacional e aumentou as expectativas de inflação, citando os efeitos da guerra e das sanções.

“No curto prazo, estamos a garantir fontes adicionais de gás, petróleo e carvão… Estamos a diversificar as nossas fontes de fornecimento já nos próximos meses. Ao fazê-lo, estamos a construir os terminais de gás natural líquido existentes na Europa Ocidental, e construiremos os nossos próprios terminais de GNL muito mais rápido do que temos feito até agora”, explicou.

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