Segundo o mais recente relatório do INSA, a frequência relativa da linhagem BA.1 da Ómicron manteve-se acima de 90% desde o início de 2022 até à mais recente amostragem por sequenciação na semana de 31 de janeiro a 6 de fevereiro.
No entanto, os dados revistos e atualizados à data do presente relatório mostram uma tendência decrescente na proporção de amostras positivas com “falha” na deteção do gene S (SGTF; perfil indicador de caso provável BA.1), registando-se uma frequência estimada de 75,7% ao dia 14 de fevereiro, pode ler-se no relatório.
Por outro lado, a linhagem BA.2, foi detetada pela primeira vez em Portugal em amostragens aleatórias por sequenciação na semana de 27 de dezembro de 2021 a 2 de janeiro de 2022, tendo a sua frequência relativa aumentado paulatinamente desde então. Representa agora cerca de 8,6% das amostras sujeitas a sequenciação na semana de 31 janeiro-06 fevereiro (sendo que estes dados ainda estão a ser analisados), refere a mesma nota.
Dada a circulação residual da variante Delta, a linhagem BA.2 pode agora ser monitorizada indiretamente através da proporção de amostras positivas não-SGTF, pelo que o INSA estima que esta linhagem represente 24,3% das amostras positivas ao dia 14 de fevereiro de 2022.
Até à data, foram analisadas 27.823 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 304 concelhos de Portugal, adianta o INSA.
No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm vindo a ser analisadas uma média de 524 sequências por semana desde o início de junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 133 concelhos por semana.






