Um relatório divulgado pelo grupo de direitos humanos Fortify Rights frisa que o exército de Myanmar raptou civis, usou-os como escudos humanos e torturou-os, atacou casas e igrejas, e cometeu massacres no leste do país. O Fortify Rights defende que estas recentes atrocidades podem ser consideradas crimes de guerra, segundo o The Guardian.
A maioria das atrocidades foi cometida no estado Karenni, uma região de Myanmar onde se têm registado combates intensos entre os militares e grupos opositores. Face à resistência que está a encontrar no estado Karenni, o exército tem respondido com brutalidade.
O relatório do Fortify Rights foi baseado em entrevistas realizadas a 30 pessoas, incluindo sobreviventes e testemunhas. Para além de terem sido usados como escudos humanos pelos soldados, as pessoas entrevistadas também disseram que foram forçadas a transportar equipamento militar durante vários dias.
De acordo com o grupo de direitos humanos, os militares também atacaram abrigos e campos para desalojados, o que resultou nas mortes de civis.
Este relatório vem reforçar as evidências de abusos cometidos pelas forças sob as ordens da junta militar responsável pelo golpe de estado de fevereiro do ano passado.
Várias organizações internacionais têm chamado a atenção e manifestado a sua preocupação face às atrocidades cometidas pelo exército de Myanmar em Karenni, incluindo o massacre de pelo menos 40 civis na véspera de Natal.




