Alterações climáticas: “Seca extrema de inverno” em Portugal é notícia lá fora

O período de seca “extremo” que se faz sentir em Portugal é já destacado pela imprensa internacional, com o ‘Euronews’ a referir que “as alterações climáticas agravaram o problema”, não só no nosso país, como em toda a Península Ibérica. 

Simone Silva

O período de seca “extremo” que se faz sentir em Portugal é já destacado pela imprensa internacional, com o ‘Euronews’ a referir que “as alterações climáticas agravaram o problema”, não só no nosso país, como em toda a Península Ibérica.

“Este ano, na sequência de níveis recordes de baixa ou zero precipitação, os agricultores de Portugal e Espanha, que cultivam produtos para toda a Europa, mostram-se preocupados com a possibilidade de as suas colheitas para esta época serem destruídas”, escreve.

Concretamente em relação a Portugal, o ‘Euronews’ adianta, citando o ‘Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que se “tem registado pouca chuva desde outubro passado. Até ao final de janeiro, 45% do país estava em condições de seca «graves» ou «extremas»”.

“A precipitação de 1 de outubro a janeiro foi inferior a metade da média anual para esse período de quatro meses, preocupando os agricultores que estão com falta de pasto para o gado”, lê-se no artigo internacional.

A mesma publicação destaca ainda que “excecionalmente, até o norte de Portugal está seco e os incêndios florestais começaram este inverno. As cigarras já cantam à noite no sul e os mosquitos apareceram – sinais tradicionais do verão”.

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O ‘Euronews’ cita a meteorologista do IPMA, Vanda Pires, adiantando que não se prevê nenhum alívio antes do final do mês. “Faz parte do contexto das alterações climáticas”, afirmou.

Segundo a responsável, Portugal tem assistido a um aumento da frequência de secas nos últimos 20-30 anos, com menor pluviosidade e temperaturas mais elevadas.

A par disso, conclui o jornal, “as perspetivas são sombrias: os cientistas estimam que Portugal verá uma queda na precipitação média anual de 20% a 40% até ao final do século”.

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